O promotor Maurício Antônio Ribeiro Lopes, do Tribunal do Júri de São Paulo, enviou, na noite de quarta-feira, pedido ao Tribunal de Justiça (TJ) para que seja impugnada a nomeação de um defensor público para um dos acusados de ser membro de uma quadrilha que age em presídios e que teria participado da onda de ataques às polícias em 2006.
Para o promotor, o estado comete uma ação “suicida” ao conceder membros da Defensoria Pública para defender criminosos, já que a Defensoria deve prestar serviços aos que não têm recursos. Segundo Lopes, o patrimônio estimado da quadrilha é de R$ 27 milhões distribuídos em 388 contas bancárias.
O promotor propôs que, no lugar dos defensores públicos, o estado nomeie advogados aos acusados de participar do grupo organizado, que seriam pagos com o dinheiro das contas bloqueadas da quadrilha.
A quadrilha de crime organizado atacou prédios públicos da Secretaria da Administração Penitenciária e do Ministério Público, além de postos e carros da polícia. De acordo com Lopes, não há data para que a Justiça se manifeste sobre o pedido.
Promotor pede a proibição da defensoria pública para bandidos
Quinta, 20 de Setembro de 2007 às 16:27, por: CdB