Rio de Janeiro, 04 de Fevereiro de 2026

Promotor diz que falta de provas pode atrasar inquérito sobre mortes no Alemão

Terça, 10 de Julho de 2007 às 17:07, por: CdB

O promotor de Justiça Gianfilippo Piannezzola disse nesta quarta-feira que a falta de documentos para complementar a investigação das vítimas fatais do confronto entre policiais e traficantes no Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro, dificulta
o encaminhamento do processo. Ele foi à Delegacia da Penha, responsável pela área, para analisar o inquérito.

Segundo o promotor, uma das inconsistências é falta de laudos de perícia feitos no local do crime.
 
— As seis mortes que vieram numa Kombi, por exemplo, não se sabe exatamente nem onde ocorreram os óbitos. Eles podem ter sido mortos até após o confronto em brigas com traficantes —, disse.

Ele afirmou ainda que nenhuma testemunha foi ouvida.

O promotor criticou que as mortes estejam sendo investigadas por três delegacias: de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), a 22ª Delegacia de Polícia (Penha) e a de Roubo e Furtos de Cargas (DRFC).
 
— A apuração está fracionada, então tem que se manter o contato com todas as unidades policiais para se o obter os laudos —, contou.

O Ministério Público encaminhou, na última sexta-feira, ao Grupo Técnico da instituição 19 laudos cadavéricos para complementar a investigação e o resultado da perícia deve ficar pronto em cerca de um mês.

Mas segundo o promotor Gianfilippo Piannezzola, o documento não é suficiente para comprovar se houve execução.
 
— Um laudo sozinho não tem a força de dizer se houve ou não execução porque é um combate urbano —, disse Piannezzola.

Ainda esta semana, chegam ao Rio de Janeiro, peritos independentes enviados pelo governo federal para colaborar com o Ministério Público e a polícia na conclusão do inquérito.

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