A Torre da Água, o Aquário Fluvial e o Pavilhão Puente, desenhado pela famosa arquiteta iraquiana Zaha Hadid, são os espaços da Exposição Internacional de Zaragoza que mais têm despertado a curiosidade dos visitantes nos dois primeiros dias.
A Torre da Água, com 76 metros de altura, em forma de gota e situado numa das extremidades do recinto, é o elemento vertical que mais chama a atenção na exposição.
No interior, encontra-se a exposição Água para a vida, uma instalação artística que oferece uma experiência através dos cinco sentidos, com uma aposta nas novas tecnologias audiovisuais. O espaço expositivo do edifício é superior a 9.000 metros quadrados.
No Aquário Fluvial, cada visitante esperava em média cerca de uma hora para poder entrar, no primeiro dia de abertura ao público da exposição, sábado, em que se registraram aproximadamente mais de 40 mil entradas no recinto, segundo dados da organização atualizados neste domingo.
Neste espaço, o maior aquário de água doce da Europa, é possível observar mais de 5.000 exemplares de 300 espécies, em cerca de 60 tanques. Aos visitantes é mostrada a biodiversidade de alguns dos principais rios do Mundo, como Amazonas, Nilo, Mekong e Darling.
O Pavilhão Puente, de Zaha Hadid, a primeira mulher a ganhar o prêmio Pritzker de Arquitetura, está construído sobre o rio Ebro e é uma das entradas principais da Expo 2008.
O espaço apresenta grandes formas curvilíneas e liga a Estação Intermodal ao Palácio de Congressos.
Pavilhões internacionais
Os pavilhões da Espanha e Aragão também estão entre os espaços mais visitados. Só o pavilhão da comunidade autônoma, em forma de cesto tradicional, recebeu mais de 10 mil visitas no sábado.
No espaço da Lituânia, o visitante é surpreendido à entrada com o barulho de água corrente. Depois de passar por uma porta giratória, depara-se com um retângulo aberto, onde a água cai de todos os lados.
É afinal um labirinto de água, com diversos corredores. É então necessário procurar uma entrada onde não caia este líquido. Depois, caminhar pelos estreitos corredores, até chegar ao centro. Mas nem tudo é assim tão fácil. Assim como a chuva, muitas vezes imprevisível, aquela que é a área de passagem pode deixar de ser, no espaço de um segundo.
No pavilhão da Croácia, um dos mais interessantes em termos de instalações, é possível "sentir" e "ver" o fundo do mar. Depois do corredor de entrada, o visitante entra numa sala retangular toda branca, com apenas um corredor de madeira a unir duas portas.
No resto do chão deste espaço, apenas sal marinho. Por meio de projetores colocados no teto que transmitem feixes de luzes, parece que se está no fundo do mar, com um "sol" lá em cima iluminando um oceano que não existe ali.
Depois, numa última sala, ao passar num chão com uma espécie de grama artificial, o barulho dos sapatos se assemelha ao da areia da praia. Mas ali, é possível também assistir a outro tipo de cenários, como ver a chuva a cair, ou flores em crescimento num jardim. Tudo virtualmente.
Nos outros pavilhões, como o da Índia, não se vislumbra qualquer referência ao tema da Expo 2008, Água e Desenvolvimento Sustentável. O espaço não é mais do que um recinto comercial onde se pode comprar roupas, jóias ou comprar comidas típicas.