Um projeto que prevê multas para prostitutas, vendedores ambulantes e qualquer cidadão que use qualquer um dos dois serviços, segundo fontes municipais, desencadeou uma série de fortes debates em Barcelona nesta quarta-feira.
Uma das novidades da proposta é a possibilidade de que o estrangeiro que cometa uma infração em Barcelona pague a sanção "in situ" [no ato] e imediatamente depois de ser denunciado à polícia municipal.
Limpar vidros em sinais de trânsito, consumir álcool excessivamente, urinar em vias públicas e vender latas de cerveja nas ruas também são condutas que poderão ser multadas se o projeto for ratificado.
O projeto também prevê a possibilidade de recompensar quem denuncie situações vinculadas com máfias organizadas. A esse respeito, o prefeito de Barcelona, Joan Clos, disse que esta medida não significa em nenhum caso que os legisladores estejam propondo "um sistema de denúncia stalinista", em declarações publicadas pelo jornal de Barcelona "La Vanguardia".
As fontes informaram ainda que há uma porcentagem elevada entre os três grupos [socialistas, eco-socialistas e independentistas republicanos] a favor do projeto, mas com divergências fundamentais, principalmente no que diz respeito a prostituição, a mendicância, a prática de relações sexuais não retribuídas e nudismo.
O texto do projeto deverá ser aprovado ou rejeitado dentro dos próximos 15 dias.