Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Projeto melhora rede de saúde na Amazônia

Quinta, 17 de Março de 2005 às 07:40, por: CdB

O projeto TeleSaúde da Amazônia utilizará a rede de telecomunicações do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) para transmitir resultados de exames realizados em localidades distantes dos centros urbanos. Com isso, a Amazônia não estará mais isolada para conseguir avaliar tratamentos em sua rede de saúde

Os exames serão recebidos e analisados por especialistas dos hospitais militares de Belém, Rio de Janeiro e Brasília, além de institutos de pesquisa que atuam na região - Fundação Oswaldo Cruz, do Rio de Janeiro; Fundação de Medicina Tropical, de Manaus; e Instituto Evandro Chagas, de Belém.

Marcione Ferreira, enfermeiro do Exército, trabalha em Cucui, uma localidade de fronteira no município de São Gabriel da Cachoeira, no extremo norte do Amazonas - região conhecida como "Cabeça do Cachorro". Ele está em Manaus desde a última segunda-feira, aprendendo a usar os programas e recursos multimídia adotados pelo Projeto TeleSaúde. Mais oito médicos compõem esta terceira (e última) turma de treinamento da fase piloto do projeto.

O curso terminará no sábado e, até lá, 27 profissionais de saúde terão passado pelo treinamento. Eles atuam em 22 hospitais, postos de saúde, distritos sanitários especiais indígenas e institutos de pesquisa que já receberam os equipamentos e programas necessários para compartilhar as fichas de pacientes, resultados de exames e laudos médicos. Segundo Moysés Cohen, coordenador do TeleSaúde, o sistema estará em funcionamento pleno apenas em junho, depois de uma fase de simulações (em abril) e testes com situações reais (em maio).

O Sipam dispõe de 700 terminais de usuários nos estados da Amazônia Legal. Em cada um deles há um computador com intranet e um aparelho de telefone e fax. A comunicação em rede é feita via satélite.

- A grande vantagem é que nós sabemos que o avanço da TeleSaúde ficava restrito por falta de mecanismos de telecomunicação, seja pelo preço seja pela inexistência nas localidades interioranas. Com o Sipam, nós rompemos essa barreira e conseguimos viabilizar o projeto - comemora Cohen.

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