Rio de Janeiro, 16 de Maio de 2026

Projeto garante formação profissional de jovens

Terça, 19 de Julho de 2005 às 07:41, por: CdB

O Projeto Escola de Fábrica da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC) vai abrir 558 escolas em fábricas de diferentes segmentos da economia brasileira, para beneficiar 11,5 mil jovens de 16 a 24 anos em 17 estados, em sua primeira fase.

O anúncio foi feito pela diretora nacional do projeto, Jane Bauer, na abertura do 1º Seminário de Capacitação de Gestoras da primeira turma do Escola de Fábrica, em Porto Alegre.

Durante o evento, que reúne desde segunda-feira representantes de 32 instituições do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, Jane destacou que o objetivo do Escola de Fábrica é oferecer capacitação profissional para inserir no mercado de trabalho os jovens com idade entre 16 e 24 anos, de famílias de baixa renda e que estudem na rede pública.

O seminário, que termina nesta terça-feira, pretende capacitar as entidades quanto à habilitação, celebração e execução dos convênios necessários para a realização dos contratos com MEC.

Até o fim deste mês, serão realizados mais dois seminários na Região Sul.

- Para que as unidades gestoras selecionadas para o início da primeira turma entendam bem todo o processo de realização de convênios - explicou a dirigente.

Segundo o coordenador para a Região Sul, Paulo Ritter, o programa do governo federal, deve beneficiar mais de três mil jovens no Rio Grande do Sul, com 176 cursos em 40 municípios.

Ritter disse que o programa, de educação não-formal, buscou inspiração nos projetos desenvolvidos pela Fundação Pescar.

- O Escola Fábrica será desenvolvido em parceria com prefeituras, empresas e organizações não-governamentais e incluirá a realização de cursos profissionalizantes, com carga horária mínima de 600 horas, ministrados pelos próprios integrantes das unidades gestoras nas empresas - explicou.

O MEC está disponibilizando R$ 25 milhões para o projeto em todo o país e repassará às unidades gestoras até R$ 30 mil por curso. Aos alunos, o ministério dará ajuda de custo equivalente a 50% do salário mínimo, durante seis meses.

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