Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026

Projeto cultural busca a reinserção social de presos em penitenciária de Guarulhos

Domingo, 13 de Fevereiro de 2011 às 09:05, por: CdB

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13/02/2011Projeto cultural busca a reinserção social de presos em penitenciária de Guarulhos

Ana Lúcia Caldas
Repórter do Radiojornalismo

Brasília - A cultura está sendo usada como instrumento de reinserção social dos presos em regime semiaberto da Penitenciária José Parada Neto, em Guarulhos (SP), por meio do projeto Como vai seu mundo?.

A ideia, do juiz da Vara das Execuções Criminais da cidade, Jayme Garcia dos Santos Junior, surgiu quando ele soube que o sentenciado Marcos Omena, rapper conhecido como Dexter, foi transferido para a penitenciária, uma das quais é corregedor.

"Conhecendo o trabalho de Marcos Omena, o Dexter, propus que ele desenvolvesse um projeto de reinserção. Junto com o Instituto Crescer, fizeram a proposta de oficinas de atividades culturais." O nome do projeto veio de uma das músicas do rapper.

No anexo da penitenciária existem cerca de 480 reeducandos. "Toda vez que desenvolvemos esse tipo de projeto, é sempre muito bem aceito. O próprio Dexter fala, em sua música, que na cadeia tudo é muito quadrado, do chão até o teto."

Um show do rapper marcou o lançamento do projeto, que oferece oficinas de discotecagem, hip hop e grafite. No dia 10 de fevereiro, teve início a oficina de DJ. Todas as atividades são desenvolvidas dentro do complexo penitenciário e os participantes não recebem remuneração.

Segundo o magistrado, a procura tem sido grande. “Qualquer iniciativa que oxigene a vida na prisão motiva os setenciados." A intenção é estimular a criatividade do preso para que ele possa ser reintegrado à sociedade.

“Quando a sociedade se dispõe a entrar no cárcere para mostrar ao sentenciado que ele tem outras opções, mostra na verdade que ele é um ser humano e pode ter uma segunda chance”, destacou.

De acordo com o magistrado, é a primeira vez que esse tipo de projeto é implantado na Penitenciária José Parada Neto. A intenção é que, depois de seis meses, o Como vai seu mundo? se torne permanente e faça parte do cotidiano carcerário, até que seja transforma em uma política pública de administração penitenciária, aproveitando a ideia.

Edição: Andréa Quintiere

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