Anotem. O país que os analistas de mercado semanalmente consultados pelo Banco Central acreditam ser o Brasil vai bem. Pela segunda semana seguida, as apostas de projeção de inflação caíram. Segundo o boletim semanal Focus do BC, as projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passaram de 6,28% para 6,26%, em 2011, e de 5,27% para 5,23%, em 2012.
A pesquisa semanal do BC também traz projeções do mercado para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que caiu de 5,66% para 5,62%, este ano, e subiu de 4,78% para 4,86%, em 2012. No caso da taxa básica de juros, a Selic, a aposta do mercado é de que, ao final de 2011 e do próximo ano, ela esteja em 12,50% ao ano, atual patamar.
Os analistas consultados projetam que a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, seja 3,93% em 2011. Para 2012, a estimativa continua em 4%. No caso da estimativa sobre a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB, ela foi mantida em 39,10%, este ano, e em 38%, em 2012.
Câmbio e investimento estrangeiro direto
O dólar, segundo os entrevistados pelo BC, deve se manter em R$ 1,60 ao final de 2011, e em R$ 1,65, em 2012. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) permanece em US$ 22 bilhões, neste ano, e foi ajustada de US$ 10,65 bilhões para US$ 10,85 bilhões, em 2012. Eles também acreditam que os investidores estrangeiros manterão suas apostas no Brasil. A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) permanece em US$ 55 bilhões, este ano, e em US$ 50 bilhões, em 2012.
É bom lembrar, no entanto, que a Focus, pesquisa semanal feita pelo Banco Central sobre as expectativas da inflação, taxas de juros e outros tópicos econômicos consulta cerca de uma centena de instituições. É tida na imprensa como “a voz do mercado”, uma entidade autônoma, com opiniões e receios próprios. Longe de ser racional, varia conforme as marés econômicas, e às vezes é contaminada pelos humores do mercado especulativo. O problema é que essa pesquisa é base para a tomada de várias decisões econômicas, entre elas a variação da Selic.