Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Projeções do governo mantêm inflação alta e PIB estável para este ano

Sexta, 23 de Maio de 2014 às 06:10, por: CdB
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O ministro da Fazenda Guido Mantega segue com uma previsão otimista
O governo aumentou a previsão oficial de inflação para este ano, segundo balanço do Ministério do Planejamento, publicado nesta sexta-feira. De acordo com o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias, a estimativa da equipe econômica para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2014 passou de 5,3% para 5,6%. A projeção de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB), a soma das riquezas produzidas no país, foi mantida em 2,5%. O valor é levemente superior às previsões do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Em seminário na Câmara dos Deputados no mês passado, ele afirmou que esperava crescimento de 2,3% na economia neste ano. As previsões do governo continuam mais otimistas que as do mercado financeiro. Segundo o Boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, os analistas acreditam que o IPCA fechará o ano em 6,43%, próximo do teto da meta, de 6,5%. Em relação ao PIB, os economistas projetam crescimento de apenas 1,62% para 2014. A queda do dólar nos últimos meses refletiu-se nas projeções oficiais. Segundo o relatório, a cotação média do dólar corresponderá a R$ 2,29 este ano, contra R$ 2,44 na versão anterior do documento, divulgada em março. Embora o relatório seja divulgado pelo Ministério do Planejamento, as estimativas para a economia são feitas pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Esforço fiscal Depois de reforçar o caixa em R$ 21,8 bilhões, no ano passado, com a renegociação de dívidas em 2013, a equipe econômica do governo federal pretende recorrer ao mesmo mecanismo para manter o esforço fiscal em 2014. Ainda segundo o relatório, o governo espera arrecadar R$ 12,5 bilhões com a reabertura do Refis da Crise, programa de refinanciamento de dívidas com a União, entre agosto e dezembro. De acordo com o documento, a equipe econômica conta com uma fonte de arrecadação que ainda não virou lei. A reabertura das renegociações para as dívidas vencidas até dezembro do ano passado consta na Medida Provisória 638, aprovada na véspera pelo plenário da Câmara e em tramitação no Senado. No ano passado, o governo arrecadou R$ 21,8 bilhões com o Refis da Crise e com as renegociações para instituições financeiras e multinacionais que questionavam, na Justiça, o pagamento de determinados tributos. O parcelamento, no entanto, abrangeu apenas os débitos vencidos até dezembro de 2012. O Congresso espera agora estender o benefício às dívidas referentes ao ano passado, com a obrigação de quitação à vista de 10% de dívidas de até R$ 1 milhão e de 20% dos débitos de mais de R$ 1 milhão. A reabertura do Refis da Crise permitirá ao governo não aumentar o contingenciamento (bloqueio de verbas) de R$ 30,8 bilhões. O corte no Orçamento é essencial para que o governo cumpra a meta de superávit primário – economia para pagar os juros da dívida pública – de R$ 99 bilhões ou 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano. Segundo o relatório, as receitas extraordinárias com a reabertura do Refis da Crise compensarão a queda de arrecadação em outros tributos e permitirão à receita total crescer R$ 1,2 bilhão em relação ao relatório anterior, divulgado em março. A quantia cobrirá a despesa extra do mesmo valor referente a créditos extraordinários e ao pagamento de convênios, não previstos no documento anterior.
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