Os analistas e investidores do mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central (BC) estão mais otimistas com o crescimento da economia e da produção industrial este ano.
Segunda, 16 de Setembro de 2013 às 07:03, por: CdB
Os analistas e investidores do mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central (BC) estão mais otimistas com o crescimento da economia
Os analistas e investidores do mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central (BC) estão mais otimistas com o crescimento da economia e da produção industrial este ano. A nova projeção de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) para 2013 chega a 2,4%, contra os 2,35% da estimativa anterior.
Os números estão no boletim Focus, divulgado semanalmente pelo BC. A projeção de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permanece em 5,82% e a taxa de câmbio, no final do ano, deverá cair para 2,35%, em relação à estimativa de 2,36% da pesquisa anterior.
O crescimento dos preços administrados foi mantido em 1,8%. A taxa básica de juros deverá ficar em 9,75% ao ano, em dezembro, com a dívida líquida do setor público caindo de 35% para 34,75% em comparação ao PIB.
A produção industrial estimada em 2,1% na pesquisa anterior passou para 2,12%. No setor externo, o Focus indica que o déficit em conta-corrente do Brasil chegará a US$ 78 bilhões, com a balanço comercial registrando saldo de US$ 2 bilhões em comparação aos US$ 2,5 bilhões da estimativa anterior.
O investimento estrangeiro direto previsto pelo mercado financeiro será US$ 60 bilhões, preveem os analistas e investidores.
IGP-10 registra inflação de 1,05% em setembro
O Índice Geral de Preços ao Consumidor-10 (IGP-10) teve variação de 1,05% em setembro, divulgou hoje (16) o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV). Em 2013, o índice acumula alta de 3,33%, e a soma chega a 4,13% nos últimos doze meses.
Entre os três índices que compõem o IGP-10, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) foi o que teve a maior variação, de 1,46%, mais de um ponto percentual acima do 0,19% de agosto. Apenas o grupo bens finais apresentou recuo, de 0,02%. Para os bens intermediários, foi registrada variação de 1,87%, enquanto para as matérias-primas brutas, de 2,74%.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), outro componente do IGP-10, também teve alta, de 0,22%, com destaque para o grupo alimentação, que saiu de um resultado de -0,3% em agosto para 0,21% em setembro, puxada pelas hortaliças e legumes.
Já o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC) registrou variação de 0,34%, recuando 0,1 ponto percentual em comparação com agosto. O índice que representa o custo da mão de obra não variou, enquanto o referente a materiais, equipamentos e serviços teve alta de 0,71%.
Em 2013, o INCC é o que acumula maior alta, de 6,87%, seguido pelo IPC (3,79%) e o IPA (2,65%). A ordem se repete quando analisados os últimos 12 meses, com variação acumulada de 7,74% para o INCC, de 5,44% para o IPC e de 3,15% para o IPA.
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