Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Projeção de economistas aponta juros estáveis e PIB em queda

Segunda, 23 de Junho de 2014 às 10:43, por: CdB
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Tombini preside o conselho que instrui a política monetária nacional (Copom)
Economistas de instituições financeiras reduziram a projeção para o tamanho do primeiro aumento da Selic em 2015, ao mesmo tempo em que pioraram novamente a estimativa de crescimento da economia neste ano e passaram a ver contração da indústria. Os agentes econômicos consultados na pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira mantiveram pela terceira semana seguida a expectativa de que a Selic não voltará a subir este ano, mantendo-se no atual patamar de 11,00%. Mas reduziram a previsão para a primeira alta da taxa básica de juros em janeiro do ano que vem. Agora eles veem aumento de 0,25 ponto percentual, seguido de mais três movimentos na mesma proporção, encerrando o ano a 12,00%. Anteriormente, os economistas projetavam aumento de 0,50 ponto percentual em janeiro. No mercado de juros futuros, a curva já precifica que a próxima alta da Selic será de 0,25 ponto percentual justamente em janeiro, diante dos sinais de que a inflação está perdendo fôlego no curto prazo, apesar de continuar em patamares elevados. Contribui para esse cenário nos DIs a preocupação manifestada pelo BC com a fragilidade da economia na última ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em que manteve a Selic em 11%. No documento, o BC indicou também inflação mais baixa neste e no próximo ano. O Top 5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções, também passou a ver a Selic a 11,00% neste ano, contra 11,25% na semana anterior. E projetam a taxa básica de juros no mesmo nível em 2015, ante 11,63%. PIB em queda Pela quarta semana seguida, as instituições financeiras reduziram as estimativas de crescimento da economia brasileira neste ano. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado divulgada pelo Banco Central, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) caiu para 1,16% em 2014, contra 1,24% registrado na semana passada. As projeções para o próximo ano também pioraram. A previsão de crescimento do PIB para 2015 passou de 1,73% para 1,5%. A indústria deve ser um dos principais fatores que puxarão a desaceleração da economia. De acordo com a pesquisa, a estimativa de variação da produção industrial ficou em -0,14% para 2014. No boletim anterior, as instituições financeiras projetavam alta de 0,51%. Para a inflação, a estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi mantida em 6,46%. Em relação à Selic (juros básicos da economia), as instituições apostam que a taxa continuará em 11% ao ano até o fim de 2014. Fixada pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central, a taxa Selic está nesse nível desde abril.
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