A estimativa dos analistas do mercado financeiro para o crescimento da economia neste ano subiu pela décima semana seguida. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 6,30% para 6,46%. Para 2011, a expectativa permanece em 4,50% há 24 semanas. Para o crescimento da produção industrial, neste ano, a estimativa subiu de 10,40% para 10,90%. Os analistas mantiveram em 5% a previsão para o próximo ano. A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB permaneceu em 41%, neste ano, e em 39,50%, em 2011.
A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) para este ano subiu de US$ 13,75 bilhões para US$ 14,54 bilhões. Para 2011, a estimativa foi ajustada de US$ 5,3 bilhões para US$ 4,5 bilhões. Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa para este ano passou de US$ 49,25 bilhões para US$ 48,05bilhões. Em 2011, a expectativa é de US$ 57 bilhões, contra os US$ 58,85 bilhões previstos anteriormente.
A projeção para a cotação do dólar permaneceu em R$ 1,80, para o fim deste ano, e em R$ 1,85 ao final de 2011. A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) caiu de US$ 38 bilhões para US$ 37 bilhões, em 2010, e permaneceu em US$ 40 bilhões, em 2011.
Inflação sobe
Os mesmos analistas do mercado financeiro consultados pelo BC também elevaram pela 18ª semana seguida a projeção para a inflação oficial neste ano. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,54% para 5,67%. Para 2011, a estimativa permanece em 4,80%. As projeções para a inflação estão acima do centro da meta, que é de 4,5%. Essa meta tem ainda margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Cabe ao BC perseguir a meta de inflação e para isso usa como instrumento a taxa básica de juros, a Selic, que na avaliação dos analistas deve ficar em 11,75% ao ano, ao final de 2010 e em 11,50%, no fim de 2011. O BC aumenta os juros quando considera que a economia está muito aquecida e a trajetória de inflação é de alta.
O boletim Focus também traz estimativas para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI). A projeção para esse índice, neste ano, passou de 8,43% para 8,73%. Em 2011, a expectativa foi mantida em 5%. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a estimativa oscilou de 8,56 para 8,75%, em 2010. No próximo ano, os analistas esperam por 5%, contra 4,98% previstos anteriormente.
A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) foi ajustada de 5,50% para 5,45%. Para 2011, a estimativa para IPC-Fipe permanece em 4,5%. A expectativa dos analistas para a alta dos preços administrados passou de 3,60% para 3,50%, em 2010, e de 4,53% para 4,60%, em 2011. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros.