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Progresso econômico é maior ameaça a comunidades indígenas, diz Anistia Internacional

Sexta, 05 de Agosto de 2011 às 12:06, por: CdB
Progresso econômico é maior ameaça a comunidades indígenas, diz Anistia Internacional

Situações de violência contra povos da terra mudam conforme país, mas faz vítimas da mesma maneira e têm o mesmo pretexto

Por: Virginia Toledo, Rede Brasil Atual

Publicado em 05/08/2011, 14:26

Última atualização às 14:38

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Índios em manifestação contra a construção da usina de Belo Monte (Foto: Wilson Dias/Abr)

São Paulo - O aumento dos empreendimentos de exploração econômica, resultado do modelo estabelecido pelos governos dos continentes americanos, promovem "devastadoramente" ameaças aos direitos humanos dos  povos indígenas, como a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Brasil. A denúncia foi feita pela Anistia Internacional em relatório que destacou constantes abusos que sofrem as comunidades nativas do território americano.

O caso brasileiro aparece no estudo relacionado à ameaça aos direitos humanos com a construção da usina de Belo Monte, que contrariou a advertência da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, instituição ligada à Organização dos Estados Americanos (OEA) , concedendo a licença mesmo sem garantir que os direitos das comunidades indígenas fossem plenamento assegurados. 

Segundo o pesquisador responsável pelo relatório no Brasil, Patrick Wilcken, o governo brasileiro se posicionou com "tudo pronto às audiências públicas e apenas comunicou os indígenas sobre o que iria ser feito, sem engajá-los na decisão".

O texto destaca que além do Pará, na região da construção de Belo Monte, a situação é especialmente grave no estado do Mato Grosso do Sul, onde as comunidades Guarani-Kaiowá sofrem constante perseguição dos pistoleiros contratados por fazendeiros locais.

De acordo com Patrick Wilcken, as condições de vida dos povos indígenas melhoraram significativamente, a partir dos direitos conquistados e garantidos pela Constituição de 1988. Entretanto, ele considera que a expansão da econômica brasileira nos últimos cinco anos expõe os indígenas a situações de maior vulnerabilidade em comparação com a década anterior.

Continental

O relatório, intitulado Sacrificando Direitos em Nome do Progresso, mapeou a situação dos índios em 12 países das Américas. Os problemas relativos aos povos indígenas, segundo o relatório, são parecidos entre si. A maior parte das questões envolve a expansão econômica e a manutenção das populações indígenas em seu território de origem.

Países como Canadá e Estados Unidos também foram incluídos no relatório com claras ameaças aos direitos humanos dos índios. Segundo o estudo, mulheres nativas americanas e do Alaska sofrem, entre outras formas, de violência sexual em proporções epidêmicas: mais de um terço das mulheres indígenas são estupradas durante sua vida, sendo que 86% são vitimadas por homens não-nativos.

Com informações da Agência Brasil

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