Rio de Janeiro, 26 de Janeiro de 2026

Programa vai propor piso salarial para policiais morarem fora de áreas de risco

Sexta, 25 de Maio de 2007 às 18:46, por: CdB

O secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Fernando Corrêa, confirmou nesta sexta-feira que o Programa Nacional de Segurança com Cidadania prevê a instituição de um piso nacional de salários para a polícia e a construção de residências para os policiais, fora de áreas de conflitos.

O programa será apresentado na próxima quinta-feira pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Corrêa, que participou de encontro sobre mediação de conflitos no Ministério Público Estadual, não informou o valor do piso salarial.

- O piso deverá ser um referencial mínimo, como existe em outras categorias. Nós temos um valor, que é um referencial técnico para uma família com quatro pessoas, mas isso ainda depende de decisões políticas -, explicou.

Definido o piso, o governo poderá complementar o salário dos policiais até atingir o valor instituído para todo o país. Outra iniciativa prevista no programa, o financiamento habitacional deverá facilitar a retirada dos policiais das áreas de risco.

Segundo o secretário, o Rio de Janeiro vai herdar do plano de segurança para os Jogos Pan-Americanos um investimento em equipamentos e treinamento avaliado em R$ 400 milhões.

Corrêa defendeu o trabalho da Força Nacional de Segurança e disse que os soldados estão prontos para entrar em favelas, se for preciso, embora não seja essa a missão principal deles.

- Se o estado precisar de um grupo de enfrentamento no morro, a Força vai subir -, acrescentou.

Sobre o conflito no Complexo do Alemão, que desde o dia 2 já deixou 16 mortos e mais de 50 feridos, Corrêa informou que não há possibilidade de recuo dos policiais militares.

- O estado tem que retomar este terreno. É duro dizer isso, mas há um poder de fogo do outro lado e o estado tem que insistir. Na força, tem que permanecer a força do estado -, observou.

O secretário disse ainda ser contrário ao uso das Forças Armadas no patrulhamento das ruas da cidade, como pediu o governador Sérgio Cabral.

- Conceitualmente, sou contra. O Ministério da Justiça tem manifestado que isso não pode ser uma política do estado. Não podemos botar as Forças Armadas nesse enfrentamento diário, não é o papel constitucional delas -, disse.

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