Em oito anos de trabalho, a equipe do programa Procuro Minha Família atendeu 3.500 casos e promoveu o reencontro de cerca de 600 jovens com seus parentes. Agora, o serviço pioneiro e gratuito da Fundação para a Infância e Adolescência (FIA), vinculada à Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, inaugura uma nova fase em sua história com a criação de um banco de dados online no endereço.
Desenvolvido em parceria com o Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Rio de Janeiro (Proderj), o banco de dados reúne características sobre todas as crianças e adolescentes entre 0 e 18 anos cadastradas no programa. É possível pesquisar por nome, data de nascimento, sexo, idade presumível e cor da pele, olhos e cabelo.
O objetivo da Secretaria de Assistência Social é usar a rede mundial de computadores para ampliar a atuação do programa e garantir o direito fundamental de todo ser humano de conhecer sua história de vida e seus parentes consangüíneos.
– O programa foi implantado na FIA em 2000, de acordo com as orientações do Estatuto da Criança e do Adolescente. Nós recebemos solicitações dos Juizados da Infância, da Juventude e do Idoso, além de demandas espontâneas. Queremos avançar para atender a todas as crianças sem referencial de família em instituições e situações de abandono no Estado do Rio de Janeiro – afirma Zildênia Gomes, gerente do Procuro Minha Família.
A primeira etapa do banco de dados foi concluída em outubro com o cadastro na web de todos os inscritos no programa. Além de permitir a consulta, a Fundação para a Infância e Adolescência também oferecerá, em um segundo momento, o cadastro online de crianças e adolescentes que procuram suas famílias. A partir das informações obtidas, uma equipe especializada realiza um estudo de caso e aciona a rede de parceiros para a ampla divulgação dos dados disponíveis.
– O reencontro é o momento sublime, mas depois de localizar os parentes consangüíneos, nós trabalhamos para estreitar a relação da criança com sua família. Devido ao tempo de afastamento, a perda do vínculo afetivo pode ser muito significativa para ambos. Todos têm que participar e nem sempre é uma reconstrução fácil – explica Zildênia.
Programa social inaugura banco de dados online
Quarta, 26 de Novembro de 2008 às 10:34, por: CdB