Rio de Janeiro, 10 de Setembro de 2026

Programa prevê mais 2 milhões de moradias

Sexta, 17 de Junho de 2011 às 07:55, por: CdB

Excelentes as novas medidas anunciadas, nesta quinta-feira, pela presidenta Dilma Rousseff por ocasião do lançamento da segunda fase do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Em sua segunda edição, o Programa traz ajustes que permitirão atender as novas classes médias. De quebra, a presidenta ainda anunciou que analisa a possibilidade de o governo oferecer uma linha especial de financiamentos para eletrodomésticos da linha branca para os beneficiários do programa.

Para a presidenta Dilma Rousseff, "uma meta conseguida deixa de ter validade”. Portanto, o estipulado nesta segunda fase do Programa não é mais a construção de 1 milhão de moradias, mas de 2 milhões. Ou melhor, 2,6 milhões de novas residências, porque ela pretende ultrapassar a meta com mais 600 mil resistências.

Serão investidos R$ 125,7 bi (R$ 72 bi em subsídio e R$ 53 bi em financiamento) até 2014. Esta fase prevê, ainda, a ampliação na faixa de renda familiar urbana e rural. Famílias com renda mensal de até R$ 5 mil reais passam a ser atendidas.

O programa hoje é dividido em três faixas: de famílias com renda mensal de até R$ 1.600,00 (60% do programa); de até R$ 3.100,00 (30%); e de até R$ 5.000.00 (10%). “Noventa porcento do programa vai para quem ganha até R$ 3.100 e tem 30% que é para nova classe média”, explia a presidenta.

Mais qualidade

Em sua segunda edição, o MCMV prevê casas maiores e de maior qualidade. Passam de 35m² para 39m² e contam com azulejos em todas as paredes da cozinha e banheiro, além de piso cerâmico em todos os cômodos. Portas e janelas serão maiores e a modalidade que permite reforma em habitação rural para baixa renda está incluída.

Já o valor médio das moradias para famílias de baixa renda também foi alterado - saiu de R$ 42.000,00 para R$55.188,00. Outra boa notícia é que as mulheres chefes de família, com renda de até R$ 1.600,00, poderão assinar contratos independente do seu estado civil. Até então, elas necessitavam da assinatura do cônjuge, o que dificultava o seu acesso ao programa.

"Melhorar a vida de cada um não é só uma exigência ética. Não é só um compromisso moral. É assegurar que esse país explore todo o seu potencial, que é ter cidadãos e cidadãs brasileiros capazes de produzir", concluiu a presidenta.

A presidenta Dilma Rousseff tem toda razão. Seu programa – além de melhor a condição de vida de mais 10 milhões de brasileiros - tem importância para o crescimento da economia, da renda e do emprego, sobretudo na construção civil.

 

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