A Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil (Sesdec) começou, na segunda-feira, às obras e adequação da maternidade do Hospital Estadual Rocha Faria, em Campo Grande, para oferta do serviço de parto humanizado. A iniciativa faz parte do Programa Parto Humanizado criado pela Sesdec.
No próximo ano serão contempladas as maternidades dos hospitais Albert Schweitzer, em Realengo, Pedro II, em Santa Cruz e Instituto Estadual da Mulher Heloneida Studart, em São João do Meriti (unidade em construção e com inauguração prevista para 8 de março de 2009). Só na maternidade do Hospital Rocha Faria serão investidos pelo estado cerca de R$ 2,7 milhões, entre obras e aquisição de equipamentos.
A criação do programa antecipa-se à diretriz da política do Ministério da Saúde que determina que, a partir de dezembro, os serviços de atendimento obstétrico e neonatal incentivem o parto humanizado.
Com a obra, a maternidade do Rocha Faria passará a contar com salas específicas para atender às pacientes nos períodos de pré-parto, parto e pós-parto. As obras devem durar seis semanas e na nova maternidade as mães poderão permanecer com acompanhante, em todas as etapas do nascimento do bebê.
As salas de pré-parto contarão com áreas individualizadas, para que paciente e acompanhante possam ficar mais à vontade. O centro obstétrico será climatizado e terá novos equipamentos e mobiliários. O setor de pós-parto terá melhor adequação das enfermarias, com acomodação para mães, bebês e acompanhante.
A maternidade do Rocha Faria, que é referência para gravidez de alto risco, será a primeira do estado a trabalhar com o método de parto humanizado. As mudanças estruturais nas unidades de atenção obstétrica e neonatal fazem parte de um pacote de medidas adotadas pelo governo federal e estadual para incentivar o parto normal humanizado, com o objetivo de controlar possíveis riscos às gestantes e aos bebês e, com isso, reduzir a mortalidade materna e neonatal.
Durante o período de reforma, a maternidade funcionará parcialmente, atendendo parturientes de alto risco ou em trabalho de parto adiantado. Grávidas que necessitarem de atendimento, sem estar em uma dessas situações, serão encaminhadas para as maternidades dos hospitais Albert Schweitzer, em Realengo, Melchíades Calazans, em Nilópolis, Pedro II, em Santa Cruz, Pró-Matre, Centro do Rio. Duas ambulâncias cegonhas do Corpo de Bombeiros e uma ambulância avançada do Samu vão ficar 24 horas de prontidão no hospital para transferir as gestantes. Todas as pacientes que buscarem a maternidade serão acolhidas.
A Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil fixou cartazes em pontos estratégicos da unidade hospitalar, avisando aos pacientes do atendimento reduzido. A maternidade do Hospital Estadual Rocha Faria atende, em média, 70 mulheres e faz cerca de 20 partos por dia.