Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Programa Nacional de Florestas terá R$ 1,8 bilhão até 2007

Quinta, 05 de Fevereiro de 2004 às 15:54, por: CdB

O governo federal pretende investir, até 2007, R$ 1,8 bilhão nas ações do Programa Nacional de Florestas (PNF), lançado nesta quinta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Estão previstos também investimentos de R$ 150 milhões em capacitação, assistência técnica, pesquisa e desenvolvimento tecnológico.

"O desenvolvimento justo e sustentável é o caminho que nos permitirá construir um século 21 melhor para todos. É por ele que a humanidade poderá viver dignamente e a terra persistirá com toda a sua riqueza e diversidade naturais", afirmou o presidente.

Para a região da caatinga, que inclui municípios do semi-árido nordestino e norte de Minas Gerais, o programa prevê investimentos de R$ 12 milhões em projetos de recuperação de mata nativa, corredores ecológicos e programas de reflorestamento, principalmente nas margens do rio São Francisco.

A recuperação das nascentes em todo o país contará com investimentos de R$ 10 milhões. Outros R$ 15 milhões irão para a recuperação de 20 mil hectares de matas ciliares. Lula anunciou que a primeira meta do programa é promover o plantio de 2 milhões de hectares de florestas até 2007. Empreendimentos empresariais vão assegurar 60% do plantio previsto. Os outros 40% ficarão a cargo de 100 mil pequenos produtores. "Plantar florestas é investir no futuro", disse Lula.

Planos

Segundo previsão do governo, o Brasil terá 400 milhões de metros cúbicos de madeira e mais de US$ 15 bilhões em produtos de base florestal quando essas árvores forem colhidas. "Expandir a atividade florestal brasileira não é apenas um bom negócio, trata-se de uma oportunidade de criar um cinturão verde sustentável que proteja a mata nativa e gere inclusão social", afirmou o presidente.

A segunda meta do programa é agregar 15 milhões de hectares de florestas públicas ou privadas ao manejo sustentável, o que irá gerar 100 mil ocupações produtivas e incorporar 30 mil famílias à terra, sendo 20 mil em assentamentos florestais de reforma agrária. De acordo com Lula, nos próximos quatro anos, a extração seletiva de 40 milhões de metros cúbicos de toras e produtos da floresta deve gerar uma receita de US$ 2 bilhões até 2007.

O Brasil possui a segunda maior área florestal do planeta. São 550 milhões de hectares de matas distribuídos em 60% do território. "Abdicar dessa riqueza seria renunciar a capacidade nacional de formular um projeto de desenvolvimento sustentável. Pior ainda, seria compactuar com a lógica da exploração predatória que ocuparia o vazio deixado pela omissão pública", afirmou Lula.

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