Rio de Janeiro, 15 de Janeiro de 2026

Programa incentiva atendimentos em pontos isolados do país

Quando um médico de uma localidade isolada - interior do Amazonas, por exemplo - examina uma pessoa doente e encontra alguma dificuldade no diagnóstico, costuma encaminhá-la para um hospital de um centro urbano. Isso resulta em despesas para o sistema de saúde e submete o paciente a um deslocamento que pode ser penoso. Para facilitar o contato entre o médico que faz o primeiro atendimento e seu colega de outro hospital, o Ministério da Saúde criou o programa Telessaúde, que já conta com a adesão de universidades de oito estados. O objetivo é permitir que, através de videoconferência, a consulta seja feita sem que o paciente precise ser transportado. (Leia Mais)

Domingo, 08 de Abril de 2007 às 12:12, por: CdB

Quando um médico de uma localidade isolada - interior do Amazonas, por exemplo - examina uma pessoa doente e encontra alguma dificuldade no diagnóstico, costuma encaminhá-la para um hospital de um centro urbano. Isso resulta em despesas para o sistema de saúde e submete o paciente a um deslocamento que pode ser penoso. Para facilitar o contato entre o médico que faz o primeiro atendimento e seu colega de outro hospital, o Ministério da Saúde criou o programa Telessaúde, que já conta com a adesão de universidades de oito estados. O objetivo é permitir que, através de videoconferência, a consulta seja feita sem que o paciente precise ser transportado.

- No Brasil, muitas pessoas buscam hospitais complexos para resolver problemas simples -, afirma Francisco Eduardo de Campos, secretário nacional de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde.

A idéia é fazer com que os serviços locais de saúde resolvam o máximo possível de casos.

- No interior da Amazônia, mandar um paciente para um hospital mais complexo pode tardar 20 dias de barco -, disse.

Segundo ele, o cálculo inicial é de que a cada R$ 1 investido no Telessaúde, seria evitado o gasto de R$ 100 em despesas diretas e indiretas - como o uso de instalações mais sofisticadas e o transporte de ambulância, por exemplo.

A ação é uma parceria entre o Ministério da Saúde, que entra com a verba, e universidades públicas, que operacionalizam tecnologicamente o programa. As equipes do Saúde da Família o colocam em prática.

Universidades públicas de oito estados já aderiram ao programa, iniciado no ano passado, e estão recebendo recursos para implantá-lo. Cada uma se compromete a atender 100 pontos em seu estado. Os recursos previstos para os três primeiros anos do programa somam R$ 18 milhões.

Além do apoio ao diagnóstico, o programa irá permitir também a capacitação e educação dos profissionais com cursos à distância, segundo Francisco Campos.

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