Três meses após ter sido lançado em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, o programa Emergência em Casa vem superando as expectativas a cada mês: ele já registrou 21 mil chamadas no período. Deste número, cerca de 71% dos casos foram resolvidos na residência do paciente. Portanto, somente 29% necessitaram de encaminhamento para uma unidade hospitalar, ajudando a desafogar a rede de saúde.
O programa foi lançado em fevereiro pela governadora Rosinha Garotinho e o secretário Gilson Cantarino. Mas, por conta da grande procura pelo serviço, a Secretaria já antecipou o atendimento para o bairro de Campo Grande, que passaria a ser beneficiado somente no final de julho.
Para atender a demanda, a Secretaria de Saúde mantém experimentalmente uma equipe de emergência baseada no Hospital Rocha Faria, com o objetivo de acelerar o atendimento aos pacientes daquele bairro que, por enquanto, recebe chamadas de 7h às 19h. Mais tarde, o atendimento neste bairro será feito também com plantões 24 horas, a exemplo do que já ocorre em outros bairros da Zona Oeste.
- Esta grande procura só confirma cada vez mais a nossa tese de que o Rio de Janeiro necessita de um programa abrangente de atendimento básico de saúde. Se houvesse mais investimento na rede básica, os hospitais de emergência seriam desafogados e poderiam prestar um melhor atendimento Às pessoas que realmente necessitam recorrer a essas unidades de saúde - afirma a subsecretária de Saúde, Alcione Athayde.
O programa está cobrindo a área de Santa Cruz, Paciência, Sepetiba, Guaratiba, Pedra de Guaratiba e Campo Grande. Até o final de julho, deverá estar atendendo todos os bairros da Zona Oeste e, em setembro, o programa deve chegar à Zona Norte do Rio. Ainda este ano, a Secretaria de Saúde pretende inaugurar duas unidades fora do Rio: uma em Angra dos Reis, no litoral sul do estado, e outra em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
O balanço de três meses do Emergência em Casa revelou ainda que os principais atendimentos são: hipertensão arterial, trauma (queda), virose, trabalho de parto, distúrbios neurovegetativos e acidente vascular cerebral (AVC).
O levantamento feito pela secretaria confirmou também que a maioria das pessoas que procuram o serviço é de idosos, com mais de 60 anos de idade; em segundo lugar, pessoas de 46 a 60 anos; e, em terceiro lugar, pessoas com idade entre 31 e 45 anos.
- Com este serviço, esperamos reduzir as filas nos hospitais de emergência e, mais adiante, acabar com a sobrecarga de atendimento que, certamente, terá mais qualidade. O paciente que resolve seu problema sem ter de se deslocar a um hospital tem inúmeros benefícios. Muitas vezes, uma pessoa passa mal e não consegue qualquer tipo de transporte. Por isso, o Emergência em Casa faz a diferença entre salvar e perder uma vida - observou a subsecretária.
O Emergência em Casa dispõe de nove ambulâncias equipadas com UTI, cada uma com uma equipe formada por médico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem e motorista treinado, que se deslocam para os mais diversos pontos da Zona Oeste, após a chamada feita pelo telefone 192.
Discando este número, o paciente é atendido por uma central instalada no Hospital Pedro II.
Por intermédio de um sistema de radiocomunicação, as telefonistas transferem os pedidos de socorro para um médico regulador (coordenador), que, dependendo da situação, envia uma ambulância UTI ao local de atendimento.