Rio de Janeiro, 25 de Maio de 2026

Programa de Saúde na Família terá mais recursos

Quarta, 23 de Abril de 2003 às 10:12, por: CdB

O Ministério da Saúde, em parceira com o Banco Mundial (BID), vai investir, nos próximos seis anos, US$ 550 milhões na ampliação do Programa Saúde da Família(PSF). De acordo com as regras do programa, só para este ano estão previstos recursos de R$ 68 milhões que serão aplicados em treinamentos e capacitação técnica de agentes de saúde, além da compra de novos equipamentos. A informação foi divulgada esta quarta-feira pelo ministro Humberto Costa, durante Oficina de trabalho do Projeto de Expansão e Consolidação do Projeto Saúde da Família (Proesf), que auxilia o Programa Saúde da Família. Durante dois dias, autoridades de saúde de municípios beneficiados com a ampliação da atenção básica, coordenadores dos Programas Saúde da Família, Agentes Comunitários de Saúde, representantes do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde, do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde, do Bid e de organismos internacionais vão discutir novas estratégias de trabalho, após a ampliação do programa. A ampliação do programa prevê a duplicação do número de equipes que trabalham com o PSF. Serão 34 mil equipes levando assistência domiciliar a mais de cem milhões de brasileiros. Atualmente, existem 17 mil equipes atendendo 57 milhões de pessoas. Criado em 1994, o Programa de Saúde da Família atende atualmente 33 por cento da população brasileira e está programa está presente em 4.222 municípios. Até o final deste ano, a meta é alcançar a marca de 21 mil equipes, assistindo 73 milhões de pessoas. O ministro Humberto Costa lembrou que a ampliação do atendimento do programa vai permitir, também, a reorganização do modelo de atenção à saúde e que, a partir dessa decisão, o modelo vai representar a possibilidade de "termos um modelo de assistência integral", criando-se assim uma forma de atendimento integral, que vai desde o atendimento mais simples até o mais complexo. O ministro frisou que isso vai permitir uma melhoria na rede, uma racionalização de custos e uma maior capacidade do sistema resolver os problemas de saúde da população. De acordo com o ministério da Saúde, cada uma das equipes do Saúde da Família beneficia, em média, 3 mil e 450 pessoas e conta com o apoio de um médico generalista ou médico de família, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e de mais cinco agentes comunitários de saúde. Calcula-se que 80 por cento dos problemas da população podem ser resolvidos nas unidades básicas de saúde. A oficina de trabalho acontece de terça a quarta-feira, na Academia de Tênis, e faz parte das ações do Proesf para ampliação da assistência básica nos municípios com mais de 100 mil habitantes.

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