A área da União ocupada pela favela Parque Royal, na Ilha do Governador, foi transferida nesta sexta-feira para o município do Rio de Janeiro, iniciando o Programa Nacional de Regularização Fundiária. A iniciativa vai permitir que 4 milhões de pessoas que moram em comunidades carentes em todo o país registrem os imóveis em seus nomes. O ministro das Cidades, Olívio Dutra, e a ministra da Assistência e Promoção Social, Benedita da Silva, assinaram convênio entre o governo federal e a prefeitura do Rio para formalizar essa transferência. Durante a solenidade, o ministro destacou que a regularização fundiária representa o reconhecimento da dignidade de quase um terço da população brasileira que mora em favelas. - Esta regularização não é a simples titulação. Ela é antecedida por uma urbanização básica que qualificou a vida de todos. Vamos realizar este mesmo ato em várias outras comunidades no Rio e no país inteiro, sempre buscando a parceria das prefeituras e a participação das comunidades, através das associações de moradores - disse Dutra. Cerca de duas mil pessoas serão beneficiadas na favela Parque Royal. A partir de julho, a Secretaria Municipal de Habitação do Rio de Janeiro vai licitar, pelo valor de R$ 721 mil, a contratação da empresa que fará o desmembramento dos lotes e o cadastramento dos imóveis. Em todo o município, cerca de 100 mil moradores de 23 áreas de favelas e conjuntos habitacionais, de propriedade da União, aguardam a titulação definitiva de suas casas. A ministra Benedita da Silva destacou que a busca pelo título de propriedade da terra ou do imóvel das comunidades carentes começou há mais de 50 anos e agora está sendo possível com a deliberação do governo federal de transferir para os municípios as áreas ocupadas por favelas.
Programa de regularização fundiária das favelas começa no Rio
Sexta, 13 de Junho de 2003 às 12:23, por: CdB