Pyongyang ameaça com frequência destruir os EUA, que acusa de ter levado a península coreana à beira de uma guerra nuclear
Por Redação, com Reuters - de Seul:
O programa de mísseis da Coreia do Norte está progredindo mais rápido do que o esperado, disse o ministro da Defesa da Coreia do Sul nesta terça-feira, horas depois de o Conselho de Segurança da Organização da ONU exigir que o Norte interrompa todos os testes nucleares e de mísseis balísticos e repudiar um lançamento realizado no domingo.
O regime recluso, que desafia todos os clamores para que contenha seus programas de armas. Até de sua única grande aliada, a China, busca desenvolver um míssil equipado com uma ogiva nuclear capaz de atingir o território continental dos Estados Unidos.
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu a interrupção imediata das provocações de Pyongyang. Alertou que a "era da paciência estratégica" com o Norte acabou. O embaixador de desarmamento dos EUA, Robert Wood. Disse nesta terça-feira que a influência chinesa é essencial e que Pequim pode fazer mais.
O ministro da Defesa sul-coreano, Han Min-koo, disse ao Parlamento que o teste de lançamento foi "bem-sucedido em voo".
– É considerado um IRBM (míssil balístico de alcance intermediário) de calibre reforçado quando comparado aos mísseis Musudan que têm fracassado continuamente – afirmou. Referindo-se a uma classe de mísseis concebidos para viajar de 3 mil a 4 mil quilômetros.
Missil
Indagado se o programa de mísseis norte-coreano está evoluindo mais rápido do que Seul esperava, ele respondeu: "Sim".
A agência de notícias norte-coreana oficial KCNA relatou que o disparo de domingo testou a capacidade do míssil. Para transportar "uma ogiva nuclear pesada e grande". Na segunda-feira, embaixador norte-coreano na China disse em Pequim que seu país irá continuar com tais testes de lançamento ". A qualquer hora, em qualquer lugar".
O míssil percorreu 787 quilômetros em uma trajetória que alcançou a altitude de 2.111,5 quilômetros, relatou a agência.
EUA
Pyongyang ameaça com frequência destruir os EUA, que acusa de ter levado a península coreana à beira de uma guerra nuclear. Por ter realizado exercícios militares com a Coreia do Sul e o Japão recentemente.
Trump e o novo presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, irão se encontrar em Washington no mês que vem. E a Coreia do Norte deve ser um dos principais tópicos em pauta, disse a Casa Azul. A residência presidencial sul-coreana.
Em um comunicado unânime, o Conselho de Segurança da ONU disse ser de importância vital que a Coreia do Norte mostre um "comprometimento sincero com a desnuclearização. Por meio da ação concreta e enfatizou a importância de se trabalhar para reduzir as tensões".