Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Programa avalia medidas para eliminação da hanseníase

Segunda, 11 de Abril de 2005 às 06:34, por: CdB

A Reunião Macrorregional Centro Sul de Avaliação do Programa Nacional de Eliminação da Hanseníase é realizada nesta segunda-feira, em Brasília. O evento vai até esta terça-feira, e reune técnicos da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde e representantes das secretarias de Saúde de nove estados do centro-sul do país e dos municípios da região com maior incidência da doença.

Durante o encontro, será divulgada a segunda edição da Carta de Eliminação da Hanseníase, que apresenta a situação epidemiológica da doença. Técnicos do Ministério da saúde afirmam que o preconceito tem impedido que se alcance a meta estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) de diminuir até dezembro a ocorrência de hanseníase para menos de um caso a cada 10 mil habitantes.

No ano passado, o Programa Nacional de Eliminação da Hanseníase treinou, ao todo, 6.274 equipes do Programa de Agentes Comunitários de Saúde e do Programa Saúde da Família para diagnosticar e tratar a hanseníase. No mesmo período, o número de unidades de saúde de atenção básica que atendem pacientes com hanseníase passou de 9.315 para 11.207 unidades.

Desde 2000, surgiram em média 40.000 novos casos da doença a cada ano, sendo que em 3.000 deles os pacientes já apresentavam deformidades físicas. Outro sinal de diagnóstico tardio é que 3,8% dos contaminados têm menos de 15 anos - e, provavelmente, pegaram a doença de algum adulto. A hanseníase deixa de ser contagiosa no começo do tratamento.

Até 15 de janeiro deste ano, 30.693 casos de hanseníase estavam sendo tratados no país. Isso significa uma média de 1,71 doente por 10 mil habitantes. A maior parte dos casos (41%) está na Amazônia Legal. Maranhão, Pará e Mato Grosso são os três estados com maior número de contaminados.

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