Rio de Janeiro, 15 de Setembro de 2026

Prognóstico da OCDB é mais otimista para o Brasil no ano que vem

Quinta, 19 de Novembro de 2009 às 12:31, por: CdB

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) melhorou seus prognósticos para a economia do Brasil neste ano e no próximo, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira. A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2009 passou de queda de 0,8% para estabilidade, e para 2010 foi revista de alta de 4,0 para 4,8%. O prognóstico para 2011 aponta crescimento de 4,5%.

"Uma retirada criteriosa das políticas de estímulo é aconselhável a partir de 2010, se a recuperação estiver bem encaminhada, como se prevê", afirma a entidade em relatório.

O cenário de inflação é benigno, mas um aperto gradual da política monetária pode ser necessário a partir de meados de 2010 para evitar pressões de preços resultantes da diminuição da ociosidade da economia, segundo a OCDE. A OCDE também melhorou a estimativa para o PIB da China em 2010 de avanço de 9,3 para 10,2% e previu alta de 9,3% em 2011. A entidade estima queda do PIB mundial de 1,7% em 2009 e expansão de 3,4% em 2010 e de 3,7% em 2011.

Para os Estados Unidos, a previsão é de retração de 2,5% em 2009 e alta de 2,5% em 2010 e de 2,8% em 2011.

Na zona do euro, a recuperação constatada no terceiro trimestre (1,5% em termos anuais) vai continuar fraca (0,6% no quarto trimestre e 0,8% no primeiro de 2010) devido ao baixo nível de investimento e de consumo, afetado neste último caso por uma taxa de desemprego que não vai deixar de crescer e de passará de 9,4%, em média, neste ano, para 10,6% no que vem e 10,8% em 2011.

O Japão, que vai sofrer neste ano uma queda de seu PIB de 5,3%, o que significa 1,5 pontos a menos que o antecipado pela OCDE em junho, passará para terreno positivo em 2010, com um aumento de 1,8%, que será de 2% em 2011, graças, sobretudo, ao impulso dos grandes mercados emergentes de seu entorno asiático.

Todos os grandes blocos que compõem a OCDE tiveram crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre, embora isso não evite a queda global em 2009, que para o conjunto dos 30 países-membros será de 3,5%, menos pronunciada que a queda de 4,1% esperada para junho.

O secretário-geral da OCDE, o mexicano Ángel Gurría, apresentou o relatório em Tóquio, onde ressaltou que estas previsões refletem que a recuperação será "lenta durante um tempo" e não chegará ao mercado de trabalho até a segunda metade de 2010.

– Com somente uma ligeira queda prevista para 2011, mesmo assim haverá mais de 50 milhões de desempregados na área da OCDE, comparados com os 35 milhões de 2008 – disse Gurría, em entrevista coletiva.

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