Cerca de 120 profissionais do programa saúde da família, entre médicos, enfermeiros e dentistas participaram, nesta sexta-feira, de um curso de capacitação, na Faculdade de Ciências Contábeis de Olinda, que vai permitir identificar e tratar, com mais segurança, casos de anemia falciforme.
A doença genética, decorrente de mutação no sangue, atinge com mais freqüencia a população negra, causando problemas no sistema circulatório.
Ente os sintomas estão fraqueza, dor intensa nas articulações, abdômen e tórax. Podem ocorrer também retardo no crescimento, feridas na pele e até hemorragia cerebral, complicações cardíacas, pulmonares e renais.
Segundo a coordenadora de saúde do município, Miranete Arruda, a medida foi tomada porque dados do último censo, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, indicaram que 211 mil habitantes do município, o equivalente a 57% da população, são negros e pardos, sendo que de 6% a 10% possuem traço falciforme, ou seja, não têm a doença, mas correm o risco de transmiti-la para os descendentes.
Os atendimentos do programa de anemia falciforme, na rede de saúde pública da cidade serão intensificados a partir do mês de novembro.
A doença pode ser identificada nos recém-nascidos, por meio do teste do pezinho.