Rio de Janeiro, 04 de Setembro de 2026

Professores mantém greve na UFF por tempo indeterminado

A greve de professores na Universidade Federal Fluminense (UFF) continuará por tempo indeterminado. Segundo o vice-presidente da Associação de Docentes da UFF (Aduff), Gustavo Gomes, a decisão foi tomada durante assembleia que reuniu 420 professores de vários cursos.

Quarta, 10 de Junho de 2015 às 12:03, por: CdB
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De acordo com o professor do curso de Serviço Social, o tempo da greve depende da abertura de negociações
A greve de professores na Universidade Federal Fluminense (UFF) continuará por tempo indeterminado. Segundo o vice-presidente da Associação de Docentes da UFF (Aduff), Gustavo Gomes, a decisão foi tomada durante assembleia que reuniu 420 professores de vários cursos, inclusive de campi do interior do estado no fim da noite de terça-feira. “Foi uma assembleia muito concorrida. Uma das maiores da UFF e decidiu pela manutenção da greve.” De acordo com o professor do curso de Serviço Social, o tempo da greve depende da abertura de negociações por parte da reitoria. Ele informou que a avaliação geral aponta para a necessidade do governo retomar as discussões sobre a pauta de reivindicações da categoria. Entre os principais pontos, os cortes na educação pública que inviabiliza o plano de obras da expansão da universidade, regularização dos pagamentos de funcionários terceirizados e apresentação de uma proposta para reposição de perdas salariais, que, segundo cálculos dos grevistas, chega a 21,3% nos últimos três anos, período em que receberam 15% de reajuste. - Essencialmente, são essas as questões prioritárias para nós. Queremos que o governo retome as discussões em uma mesa de negociações - explicou Gomes. Ele informou ainda que a retomada das obras é urgente, porque houve expansão da universidade com a criação de vagas, que não foi acompanhada por investimentos em infraestrutura. “Foi prometida a construção de prédios com novas salas. Foram abertas as vagas e iniciadas as aulas em containers. A universidade alugou os containers metálicos para funcionar como salas de aula. Com a contenção de verbas, o planejamento das obras foi suspenso e os próprios contratos dos containers estão ameaçados. A situação é precária." Gustavo Gomes acrescentou que, entre os campi com containers, estão os de Campos dos Goytacazes (norte fluminense), Rio das Ostras (região dos Lagos) e Friburgo (região serrana). A próxima assembleia foi confirmada para a próxima quarta-feira. A desta quarta estava marcada para o auditório do campus do Gragoatá, em Niterói, região metropolitana do Rio, mas teve de ser transferida para a área aberta do prédio, porque o número de participantes foi maior que o esperado.
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