Os professores manterão as manifestações na Cinelândia, em frente a Câmara dos Vereadores, até terça-feira
Os professores da rede municipal de ensino resolveram, na manhã deste sábado, seguir adiante com a greve que dura mais de um mês e planejam, para semana que vem, uma série de novas manifestações no Rio. Na tarde desta sexta-feira, em protesto, um grupo cerca de 50 professores ocupou a sede da prefeitura do Rio de Janeiro. Eles chegaram em passeata do bairro da Tijuca, na Zona Norte, quando chegaram ao prédio da administração municipal, na Cidade Nova, região central da cidade, quando entraram no edifício.
Instalados no 13º andar, próximo ao gabinete do prefeito, eles exigem conversar diretamente com Eduardo Paes, que se negou a receber o comando de greve. Segundo a assessoria da prefeitura, Paes estava no prédio, mas quem recebeu os professores foi o secretário da Casa Civil, Pedro Paulo. Os professores que ocuparam o prédio queriam permanecer no local, pelo menos até terça-feira, dia marcado pelo secretário Pedro Paulo para uma nova reunião. Eles alegam que estão sem luz e água. Na noite desta sexta-feira, a polícia e funcionários da prefeitura negociaram a saída dos docentes do prédio.
Os professores alegam que a prefeitura não cumpriu acordo previsto na elaboração do novo plano de cargos que foi remetido à Câmara de Vereadores. Do lado de fora, milhares de outros professores protestam por melhores condições trabalhistas. Neste domingo e segunda, realizarão uma vigília na Câmara, para acompanhar a votação prevista sobre o plano de carreira do magistério.
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