Os profissionais de educação da rede estadual realizaram assembléia nesta terça-feira, no Clube Municipal, na Tijuca, para decidir o rumo do movimento. A greve da categoria começou em 10 de fevereiro e reivindica o pagamento do 13º salário, que teria que ser pago em dezembro, do adicional de férias para todos os professores e funcionários, da incorporação da gratificação do Programa Nova Escola em seu maior nível ao piso salarial, entre outras questões. A tendência é a de que a greve deverá ser mantida. Na reunião de ontem, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ/RJ) não julgou o pedido de liminar do Sindicato Estadual dos Profissionais em Educação (Sepe), que pede o pagamento imediato do 13º salário referente a 2002 para os profissionais da educação estadual. Antes do encontro, o presidente do Tribunal, Miguel Pachá, disse que recebeu da governadora do estado, Rosinha Matheus, um documento com a promessa de que o calendário de pagamento do 13º seria anunciado por ela na próxima quinta-feira (17). Com base nesse documento, o relator da ação, desembargador Murta Ribeiro, decidiu não colocar em pauta o julgamento da liminar. O relator justificou sua decisão dizendo que o documento da governadora seria enviado para apreciação do sindicato, que decidirá se mantém o pedido de liminar.