Os professores do Estado de São Paulo decidiram pela paralisação dos trabalhos a partir da próxima segunda-feira. A decisão foi tomada no vão livre do Masp, na avenida Paulista, e levou mais de três mil pessoas às ruas nesta sexta-feira.
Houve confusão entre os próprios professores com empurrões durante as discussões. Os manifestantes seguiram em passeata até a praça da República, onde fica a Secretaria da Educação.
A categoria já agendou nova negociação para a próxima quinta-feira. Os professores da rede estadual reivindicam que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) desista de alterar os contratos de trabalho.
A proposta do governador previa que os professores temporários fossem contratados por seis meses, com a possibilidade de renovação por mais seis meses. Depois disso, teriam que ficar dois anos fora da rede.
Os contratos atuais dizem que os temporários podem permanecer no cargo por tempo indeterminado caso tenham aulas disponíveis.
A Apeoesp (sindicato dos professores) teme que a mudança cause a demissão de 120 mil docentes em uma rede com total de 230 mil.
Geraldo Alckmin garantiu que vai estudar a proposta novamente. A secretaria da Educação considerou a greve "precipitada", já que as negociações estão em andamento.