Em assembléia realizada na manhã desta sexta-feira, os professores da Universidade de São Paulo (USP) decidiram continuar em greve. Cerca de 160 docentes votaram pela manutenção da greve, dez contra e três se abstiveram. A greve deve continuar pelo menos até a próxima assembléia de professores, que deve acontecer na segunda-feira. Os docentes decidiram cruzar os braços na última quarta-feira.
Os professores preferiram deixar a resolução da greve para a próxima assembléia porque nesta sexta, haverá uma reunião do Fórum das Seis (entidade que reúne os sindicatos de professores e funcionários das três universidades estaduais paulistas) com o conselho de reitores das três entidades (Cruesp) para discutir sobre a questão do reajuste salarial e de mais verbas para educação.
Também pesou na decisão dos docentes o fato de os estudantes da USP terem uma assembléia marcada para as 18h desta sexta, quando devem decidir se continuam ou não com a ocupação do prédio da reitoria.
O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) ofereceu um reajuste de 3,37% aos funcionários e professores das três universidades - USP , Unicamp e Unesp. Os grevistas pedem 3,15% de reajuste mais uma incorporação de R$ 200 fixos aos salários.
Assim como alunos e funcionários da universidade, os professores reclamam de decretos do governo e de problemas da instituição. Além disso, manifestaram-se também contra o Projeto de Lei Complementar nº 30, que cria a SPPrev, aprovado na segunda-feira.
A USP tem 37 unidades de ensino e pesquisa, 80.589 alunos matriculados (entre graduação e pós), 5.222 professores e 15.295 funcionários. Os dados são do anuário estatístico de 2006.
Professores da USP decidem manter greve
Em assembléia realizada na manhã desta sexta-feira, os professores da Universidade de São Paulo (USP) decidiram continuar em greve. Cerca de 160 docentes votaram pela manutenção da greve, dez contra e três se abstiveram. A greve deve continuar pelo menos até a próxima assembléia de professores, que deve acontecer na segunda-feira. Os docentes decidiram cruzar os braços na última quarta-feira. (Leia Mais)
Sexta, 01 de Junho de 2007 às 14:13, por: CdB