Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026

Professores com inglês como língua nativa podem dificultar o aprendizado

Quarta, 11 de Novembro de 2009 às 09:06, por: CdB

O pesquisador David Graddol esteve no Brasil para divulgar o estudo English Next (Próximo Inglês), que analisa a importância da língua inglesa e a relação dela com outras línguas. A finalidade da visita foi debater o aprendizado do inglês nas escolas regulares de ensino fundamental e médio.

Segundo David Graddol, o inglês é falado como primeira língua em mais de 70 países e 74% das relações que usam o inglês, não incluem uma falante nativo de inglês. A pequisa mostra ainda que o ideal é ter professores que não tenham o inglês como língua nativa, eles podem até ser vistos como uma entrave no aprendizado do inglês funcional.

– Eles acabam transferindo aos alunos uma bagagem que preza o inglês mais tradicional –, afirma o pesquisador. O que importa não é a perfeição da gramática e da pronúncia, mas sim como os interlocutores usarão a língua como instrumento de trabalho.

– Jovens italianos ou alemães não querem parecer britânicos ou americanos, querem manter o sotaque, pois o que importa é a inteligibilidade da conversa.

Sobre a idade ideal que uma criança deve inciar o estudo de língua estrangeira, o britânico diz que teoricamente uma criança que tem 11 anos e está na 5ª série (ou 6º ano) do ensino fundamental deve ter na carga horária semanal de cinco a seis horas destinadas para aprendizado de mais uma língua.

Segundo o Ministério da Educação, atualmente as escolas de Ensino Médio e Fundamental oferecem uma ou duas aulas semanais de 45 a 50 minutos de línguas estrangeiras.

O que a legislação impõe é que a partir do 6º ano do ensino fundamental as escolas devem oferecer uma língua estrangeira, como o inglês, o espanhol, o alemão, o francês, o japonês e o mandarim.

Tags:
Edições digital e impressa