Rio de Janeiro, 18 de Outubro de 2026

"Professora Sem Classe" tenta fazer humor ousado

Estrelado por Cameron Diaz, Professora Sem Classe é um filme frustrante, supostamente ousado, mas, no fundo, bem careta. O bom trocadilho do título nacional é a única coisa minimamente sagaz que há no filme. Então, melhor ficar apenas admirando o pôster.

Sábado, 20 de Agosto de 2011 às 13:17, por: CdB

Estrelado por Cameron Diaz, Professora Sem Classe é um filme frustrante, supostamente ousado, mas, no fundo, bem careta. O bom trocadilho do título nacional é a única coisa minimamente sagaz que há no filme. Então, melhor ficar apenas admirando o pôster.Professora sem classe Cameron Diaz é uma professora chamada Elizabeth. Ela odeia seu trabalho, mas vê nele o trampolim para uma vida melhor quando chega um novo colega na escola, o professor Scott (Justin Timberlake), herdeiro de uma fortuna de fabricantes de relógios. O único objetivo na vida de Elizabeth é conseguir dinheiro para o seu implante de silicone nos seios. E, para isso, não mede esforços - especialmente envolvendo seus alunos. Seu maior empecilho é a professora caxias Amy (a ótima Lucy Punch, de Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos). Por outro lado, o treinador bonachão Russell (Jason Segel) pode ajudá-la em seus planos, graças à sua paixão platônica por ela. Professora Sem Classe se esforça para ser uma versão feminina das comédias de Judd Apatow (O Virgem de Quarenta Anos) e daquelas de Todd Phillips (da série Se Beber Não Case), mas o que o filme faz lembrar mesmo é de Tudo Para Ficar Com Ele, cheio de palavrões, situações vulgares e humor de gosto duvidoso. Nada disso seria um problema se fosse bem articulado no roteiro, ou na interpretação nada inspirada de Cameron. Quem se destaca mesmo é a inglesa Lucy Punch, que já havia roubado cenas como a namorada burrinha de Anthony Hopkins em Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos, de Woody Allen. Cabe a ela a tarefa de injetar um pouco de humor a Professora Sem Classe, no papel da rival de Elizabeth no trabalho e no coração de Scott. Ela seria uma espécie de vilã boazinha no filme - mas como Cameron e seu personagens são tão chatos, Amy tem alguns dos melhores momentos. Com seu senso de humor equivocado e escassez de boas piadas, a suposta audácia de Professora Sem Classe é um tiro no pé. O filme quer ser engraçado, mas nunca se joga de vez na sua ousadia. É engraçadinho, mas, ao mesmo tempo, quer garantir nota por bom comportamento.

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