A inflação medida pelo Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) ficou em 0,38% em março, 0,10 ponto percentual acima da de fevereiro (0,28%), conforme divulgou a Fundação Getúlio Vargas, nesta quinta-feira. O índice é uma prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado), usado como referência para o reajuste dos contratos de aluguel e das tarifas de energia elétrica.
Segundo a FGV, em março a alta do IGP-10 foi puxada pelos produtos vendidos no atacado, cujos preços subiram 0,41%, depois de uma variação de 0,16% em fevereiro. Somente os preços dos alimentos in natura passaram de um reajuste de 0,10% em fevereiro para 8,10% em março. Os preços ao consumidor tiveram reajuste de 0,38% em março, bem menor do que a taxa de 0,54% registrada em fevereiro.
Segundo a Fundação Getúlio Vargas, os itens que mais contribuíram para essa desaceleração foram dos cursos formais (de 3,29% para 0,33%), da gasolina (de -0,07% para -0,50%) e do álcool combustível (de 5,50% para -0,90%). Os custos da construção também ficaram mais baixos em março (0,21%) na comparação com o mês anterior (0,39%).
Os gastos com os materiais passaram de 0,50% para 0,35%; com serviços, de 1,03% para0,58%; e com mão-de-obra, de 0,18% para 0,01%.O IGP-10 mede a variação dos preços entre os dias 11 do mês anterior e o dia 10 do mês de referência e sua metodologia de cálculo é semelhante ao do IGP-M. São considerados para o cálculo os gastos de famílias com renda mensal de um a 33 salários mínimos. O índice é formado por três taxas: Índice de Preços por Atacado (IPA) - que corresponde a 60%; Índice dePreços ao Consumidor (IPC) - que responde por 40% do total; e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) - que é 10%.