Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026

Produtos de camelôs atraem 59% da população carioca

Terça, 25 de Maio de 2004 às 12:13, por: CdB

Os preços baixos dos produtos vendidos pelos camelôs atraem 59% da população carioca. A pesquisa da Federação das Indústrias do Estado Rio de Janeiro (Firjan) mostra que 80% das 300 pessoas entrevistadas sabem que consumir produtos fabricados fora das normas técnicas, sem controle de qualidade e falsificados pode oferecer risco à saúde. Apesar disso, 60% afirmaram que compram com regularidade produtos neste comércio e não pretendem mudar seus hábitos de consumo.

A surpresa da pesquisa fica por conta da constatação da alta penetração do comércio ilegal entre as classes mais altas: 47% dos entrevistados da classe A e 49% da classe B afirmaram que consomem os produtos vendidos pelos camelôs.

O diretor Corporativo da Firjan, Augusto Franco, diz que a concorrência do mercado informal atinge grandes proporções na economia brasileira. Com isso, segundo ele, as empresas formais crescem menos e geram menos empregos.

Ele afirma que é preciso atuar em várias vertentes para tentar reverter esse quadro. Entre elas, destaca a conscientização do consumidor sobre os riscos que corre ao comprar um produto no mercado informal e a necessidade de criação de legislações mais favoráveis às empresas formais, que cumprem a lei.

Para Augusto Franco, o papel da polícia combatendo o contrabando de mercadorias também é fundamental, porque é desta forma que muitos produtos vêm do exterior, sem pagar nenhum tipo de imposto, trazendo uma concorrência desleal, explicou.

O levantamento confirmou que as classes C (66%) e D (60%) são as que mais adquirem produtos no comércio informal.

Lideram a lista dos produtos mais comprados relógios (17,9%), perfumes (15,3%), acessórios (13,4%), CD/DVD/fitas de vídeo (12,5%), brinquedos (10,8%) e óculos (8%).

Tags:
Edições digital e impressa