Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Produtoras de jogos reagem a iniciantes do iPhone

Quarta, 15 de Julho de 2009 às 09:21, por: CdB

À medida que o iPhone se torna um aparelho popular para jogos, grandes produtoras de videogames estão ampliando a competição com empresas menores que encontraram sucesso inicial no celular da Apple.

Com marcas conhecidas e bons recursos financeiros, produtoras como Electronic Arts, Gameloft e Glu Mobile desfrutam de grandes vantagens. Mas as empresas ascendentes, tais como ngmoco, Digital Chocolate e Tapulous, se provaram competentes em desenvolver suas marcas, até o momento.

A App Store, da Apple, oferece cerca de 13 mil jogos --muitos criados por pequenas produtoras, e conquistar a atenção dos consumidores é um desafio. Os rankings de download são essenciais para o sucesso, já que os usuários tendem a procurar jogos nas listas dos mais populares.

– Ainda que os principais jogos para o iPhone sejam hoje trabalho de produtoras independentes, as grandes companhias vão contra-atacar –, disse Jeremy Liew, diretor executivo da Lightspeed Venture Partners, uma empresa de investimentos que injetou recursos em produtoras de jogos sociais.

– O iPhone só oferece uma maneira dos jogos serem descobertos, hoje, e isso favorece as grandes produtoras, dotadas de mais recursos", acrescentou.

Segundo Krishna Subramanian, as grandes produtoras dispõem de verbas consideráveis de marketing. – No minuto em que um aplicativo começa a cair no ranking, elas investem em publicidade para levá-lo a subir de novo –, disse Krishna, co-fundador da Mobclix, uma empresa de análise.

Em contraste, as produtoras menores tendem a oferecer mais jogos gratuitos ou por US$0,99, a fim de ajudar a elevar o número de downloads.

Desde o seu lançamento, um ano atrás, a App Store deu origem a todo um novo setor de criadores de software. Histórias sobre empresários que enriqueceram com um aplicativo para o iPhone, trabalhando em suas garagens, reforçaram a lenda.

E ainda há recursos de investimento disponíveis, especialmente junto ao iFund, de US$100 milhões, estabelecido pela Kleiner Perkins Caufield & Byers. O fundo de capital investiu em criadoras de aplicativos como a ngmoco.

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