O produtor de cinema Lew Rywin, que co-produziu A Lista de Schindler, de Steven Spielberg, e foi produtor executivo de O Pianista, de Roman Polanski, foi condenado nesta segunda-feira a dois anos e meio de prisão por ter representado falsamente o primeiro-ministro Leszek Miller ao exigir US$ 17,5 milhões do grupo de mídia polonês Agora SA, em 2002, para defender interesses da companhia junto ao governo.
A Justiça concluiu que Rywin afirmou ao grupo de mídia que intercederia para obter mudanças na legislação permitindo que o Agora SA pudesse comprar uma emissora de TV.
O jornal Gazeta Wyborcza, de propriedade do Agora SA, gravou a tentativa de extorsão sem Rywin saber e publicou uma transcrição da conversa, o que detonou alegações de que o produtor agia em nome de figuras importantes da Aliança Democrática de Esquerda, atualmente no poder.
Rywin negou as acusações e afirmou que estava bêbado quando conversou com o editor-chefe Adam Michnik, e apesar da condenação ele permaneceu solto já que ainda pode recorrer da decisão da corte distrital de Varsóvia.