O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, rejeitou proposta de assessores
A atividade empresarial em mercados emergentes cresceu levemente em abril após quatro meses de declínio da expansão, mas a produção caiu em todas as economias dos Brics, mostrou nesta quinta-feira pesquisa do HSBC. O índice composto de indústria e serviços para mercados emergentes do HSBC subiu para 50,4 ante 50,3 em março, mas permaneceu bem abaixo da tendência de longo prazo de 53,9.
Os dados mostraram produção em declínio nas quatro maiores economias (Brasil, Rússia, Índia e China), que ficaram abaixo da marca de 50 que separa expansão de contração. Com base em dados de gerentes de compras em cerca de 8 mil empresas em 17 países, a pesquisa mostrou que a produção industrial em mercados emergentes ficou amplamente estagnada em abril, enquanto o crescimento da atividade de serviços não mostrou alteração ante a fraca taxa de março.
"Grandes economias de Rússia, Turquia, Polônia a África do Sul, todas perderam ímpeto", disse Murat Ulgen, economista-chefe do HSBC para Europa central e do leste e África subsaariana, em comunicado. O índice de produção futura, que acompanha as expectativas das empresas para a atividade nos próximos 12 meses, atingiu nova mínima em abril, refletindo principalmente o enfraquecimento nas expectativas de produção no Brasil e no México e o sentimento mais fraco na China até agora em 2014. O índice do HSBC é calculado usando dados produzidos pelo Markit.
Fôlego
No lado dos países desenvolvidos, a recuperação moderada da zona do euro está prosseguindo e as pressões inflacionárias estão fracas, disse o Banco Central Europeu nesta quinta-feira, prometendo manter as taxas de juros baixas por um período prolongado de tempo.
– As informações que chegam continuam a salientar que a recuperação moderada da economia da zona do euro continua – disse Draghi em coletiva de imprensa após o BCE decidir manter sua taxa de juros em 0,25%.
Ele acrescentou que novas projeções estarão prontas na reunião do BCE em junho. Draghi disse que as pressões de preços permanecem baixas e que a inflação anual não vai subir rumo à meta do BCE, de pouco abaixo de 2%, até o final de 2016.
Já o Banco Central britânico manteve a taxa de juros em uma mínima recorde nesta quinta-feira, apesar de sinais de que a recuperação econômica da Grã-Bretanha está ganhando mais velocidade e de que os preços imobiliários estão subindo com força. O Comitê de Política Monetária do BC britânico deixou sua taxa referencial de juros em 0,5%, onde tem permanecido desde o pior da crise financeira há mais de cinco anos.
O BC de Sua Majestade também deixou inalterado o montante de 375 bilhões de libras (US$ 636 bilhões) em títulos do governo que acumulou nos últimos anos em uma tentativa de fazer com que a economia girasse novamente. O comitê não fez nenhuma declaração nesta quinta-feira. Ele deve anunciar um novo conjunto de previsões econômicas trimestrais na próxima quarta-feira, quando o presidente do BC britânico, Mark Carney, dará entrevista à imprensa.
A Grã-Bretanha deve crescer mais rapidamente do que qualquer outra economia do G7 este ano, e as expectativas sobre se o BC pode elevar os custos de empréstimos antes do que vem sinalizando estão aumentando.
As apostas nos mercados são em sua maioria para um primeiro aumento no primeiro trimestre de 2015. O BC britânico indicou em fevereiro que o segundo trimestre do ano que vem seria o período mais provável, mas desde então os dados de crescimento têm vindo mais robustos do que o esperado, embora a inflação tenha caído para uma mínima de quatro anos de 1,6%.
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