Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Produção nacional de açúcar tende a crescer 10% ao longo deste ano

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) estima que a produção de açúcar do Brasil vai saltar mais de 10% em 2010/11, em meio a uma alta da produtividade e a uma esperada recuperação nos preços globais. Segundo Eduardo Leão de Sousa, diretor-executivo da Unica, a produção de cana do país deve subir 10%, em linha com outras estimativas do mercado. (Leia Mais)

Quarta, 03 de Março de 2010 às 09:08, por: CdB

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) estima que a produção de açúcar do Brasil vai saltar mais de 10% em 2010/11, em meio a uma alta da produtividade e a uma esperada recuperação nos preços globais. Segundo Eduardo Leão de Sousa, diretor-executivo da Unica, a produção de cana do país deve subir 10%, em linha com outras estimativas do mercado. Ele destacou que a quantidade de açúcares totais recuperáveis também vai subir.

– Deveremos ter pelo menos 140 quilos por tonelada de açúcar recuperável – disse ele em uma conferência de commodities na capital australiana nesta quarta-feira.

Isso significaria um aumento de cerca de 8 por cento ante 2009/10, em que a taxa de açúcares totais recuperáveis está em torno de 130 quilos por tonelada. Até a primeira quinzena de fevereiro em 2009/10, o Brasil moeu 532,5 milhões de toneladas.

– Devemos também esperar um aumento da taxa de crescimento para açúcar e etanol que será maior do que a de cana, devido aos ganhos na produtividade que esperamos, deve ser muito mais de 10% que esperamos para o crescimento da cana-de-açúcar – completou ele.

Os preços do açúcar têm enfrentado uma montanha-russa. Desde que atingiram uma máxima de 29 anos de US$ 0,30, US$ 0,40 em 1º de fevereiro, o açúcar bruto recuou 30,52%. Mas Sousa, repetindo outros panoramas altistas apresentados na conferência, disse que os preços devem se fortalecer porque o consumo global ainda supera a produção, apesar da controversa medida da União Europeia no mês passado de exceder suas cotas de exportação.

Além disso, disse ele, a produção foi afetada por safras mais fracas no ano passado tanto no Brasil quanto na Índia, o maior consumidor mundial de açúcar e o segundo maior produtor. A maior refinaria de açúcar da Austrália, a CSR Sugar, também demonstrou otimismo com os preços, sugerindo que os temores iniciais sobre as exportações europeias vão diminuir conforme o mercado volta a se concentrar no desequilíbrio entre oferta e demanda.

O presidente da CSR, Ian Glasson, disse que a Austrália também espera elevar a produção para atender a demanda.

– A produção de açúcar da Austrália tem capacidade para crescer possivelmente 5% a 10%, mas não é como no Brasil, onde o crescimento é de 10%, isso equivale a uma nova indústria de açúcar australiana por ano – disse ele a jornalistas.

Tags:
Edições digital e impressa