Depois de três resultados negativos consecutivos, a produção industrial brasileira cresceu em janeiro deste ano 2,3% em relação a dezembro de 2008 e renovou o recorde de queda em relação ao ano anterior. O número segue a queda de 12,7% apurada em dezembro, que foi revisada em relação à divulgação inicial de declínio de 12,4%. Os dados divulgados nesta sexta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o aumento foi sustentado pela expansão em 15 dos 27 ramos investigados.
O melhor desempenho foi o de veículos automotores, com alta de 40,8% refletindo, segundo o IBGE, o retorno parcial das férias coletivas concedidas pelo setor nos meses anteriores. Analistas ouvidos pela agência inglesa de notícias econômicas Reuters previam um crescimento de 8,3%.
Também tiveram resultados positivos em relação a dezembro do ano passado os setores de material eletrônico e equipamentos de comunicação (28,4%), borracha e plástico (13,6%), têxtil (10,3%) e alimentos (1,6%). Já na comparação com janeiro de 2008 a produção da indústria nacional caiu 17,2%, registrando a terceira queda consecutiva e a maior desde 1991 nesse indicador. Segundo o IBGE, 26 das 27 atividades pesquisadas tiveram resultado negativo.
A exceção foi o setor de outros equipamentos de transportes (39,2%). O pior desempenho nesse tipo de comparação veio do setor de veículos automotores (-34,5%), seguido por outros produtos químicos (-29,2%), metalurgia básica (-31,3%), máquinas e equipamentos (-24,4%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (-45,9%).
O número anual também veio pior que a previsão do mercado, que era de retração de 11,3%. A produção do acumulado os últimos 12 meses registrou crescimento de 1%.