A produção da indústria brasileira cresceu 1,6% em maio frente a abril, acima da projeção média de analistas, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. Segundo o IBGE, a expansão frente a abril é a maior registrada na série com ajuste sazonal desde dezembro do ano passado, quando a taxa de crescimento foi de 2,5%. Na comparação com o desempenho apurado em maio de 2005, a produção registrou alta de 4,8%.
"Esse desempenho reflete os efeitos positivos sobre o nível de atividade industrial decorrentes de um conjunto de fatores: oferta de crédito, crescimento do rendimento médio real e inflação em queda", afirmou o IBGE em relatório.
Ainda em relação a abril, a produção de bens de capital avançou 1,8%, a de bens intermediários cresceu 1,9% e a de bens de consumo semi e não-duráveis, 0,4%. Já a produção de bens de consumo duráveis caiu 0,3%.
- Esperávamos crescimento de 1,0%. Veio mais forte, mas foi um dado qualitativamente bom, com crescimento em bens de capital e intermediários, que refletem mais investimentos... gerando ambiente propício para redução de juros - comentou a economista-chefe da Mellon Global Investments, Solange Srour à agência inglesa de notícias Reuters.
Analistas esperavam, pela média de oito projeções, expansão de 1,0% da produção ante abril. Frente a maio do ano passado, a estimativa média de 11 instituições era de crescimento de 3,8%. No ano, a atividade acumula expansão de 3,3% e nos últimos doze meses, de 2,6%. O aumento no ritmo de produção entre abril e maio atingiu 13 das 23 atividades com séries sazonalmente ajustadas acompanhadas pelo IBGE. A produção de veículos automotores, por exemplo, cresceu 6,2%, enquanto o setor de alimentos apurou alta de 2,5% e máquinas e equipamentos tiveram elevação de 3,1%.