A produção industrial brasileira ficou estável em abril em relação a março, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. Sobre abril de 2005, a produção encolheu 1,9% devido, segundo o IBGE, a um menor número de dias úteis neste ano. Analistas projetavam uma expansão de 0,5% mês a mês. Na comparação com o mês anterior, entre as categorias de uso a produção de bens de consumo duráveis subiu 1,7% e a de semi e não-duráveis, 1,3%. Já a de bens de capital ficou estável e a atividade em bens intermediários declinou 0,1%.
Entre os setores, a produção em Metalurgia básica subiu 4,2% e a de Outros produtos químicos, 2%. As principais contribuições negativas vieram de Farmacêutica, com queda de 7,0%, e de Alimentos, de 1,5%. Em relação a abril de 2005, 19 dos 27 setores tiveram recuo de produção, com destaque para Alimentos (-6,9%), Veículos automotores (-6,2%) e Farmacêutica (-11,4%).
"Em relação ao setor de alimentos, observou-se redução em 65% dos produtos pesquisados na atividade, com destaque para os itens carnes e miudezas de aves e carnes de bovinos, reflexo da queda nas vendas externas. Essa queda foi influenciada não só pela redução do consumo de carne de frango no mercado internacional, em função da gripe aviária, mas também pela incidência da febre aftosa, que levou ao embargo de parte das exportações de carne bovina", disse o IBGE em comunicado.
Entre as categorias de uso, sobre abril de 2005 apenas a atividade de bens de consumo duráveis subiu, em 0,5%. Houve queda na atividade de bens de capital (-0,3%), bens intermediários (-1,7%) e bens de consumo semi duráveis e não-duráveis (-2,5%).
No ano, a atividade acumula expansão de 2,9% e nos últimos doze meses, de 2,6%.