Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Produção industrial ensaia uma leve recuperação nos Estados Unidos

Quarta, 15 de Julho de 2009 às 10:24, por: CdB

A produção industrial dos Estados Unidos retraiu-se em ritmo mais brando ao longo de junho e uma pesquisa regional sobre a atividade manufatureira do país apresentou a melhor leitura em um ano, sugerindo que a recessão está perdendo força. Outro relatório divulgado nesta quarta-feira mostrou que o índice de preços ao consumidor norte-americano subiu em junho em ritmo moderado.

Os preços dos títulos do governo dos EUA caíram, com alta nos rendimentos, após o índice Empire State do Federal Reserve de Nova York ter subido para menos 0,55 em julho, ante leitura negativa de 9,41 em junho. O relatório de julho sobre a atividade manufatureira no Estado de Nova York foi o mais forte desde abril de 2008, última vez em que o índice ficou no território positivo.

A leitura também superou as expectativas de economistas ouvidos pela Reuters, que era de menos 5,0. A melhora de humor no setor foi estimulada por um grande salto no índice de novas encomendas (para 5,89 ante menos 8,15 em junho), que atingiu o maior nível desde dezembro de 2007. A recuperação também decorreu do comportamento dos estoques, cujo indicador recuou para a mínima recorde de menos 36,46. Em junho, o indicador já havia ficado negativo em 25,29.

Economistas esperavam que uma forte queda nos estoques levasse a uma recuperação na produção e, possivelmente, ajudasse a tirar a economia dos EUA da pior recessão em décadas.

– Ainda é um sinal inicial, mas condizente com outros relatórios que mostraram que a recessão pode estar próxima do fim – afirmou Gary Thayer, economista sênior da Wells Fargo Advisors.

Outro relatório do Federal Reserve mostrou que a produção industrial retraiu-se 0,4% em junho, menos que o esperado. Economistas consultados pela Reuters previam declínio de 0,6%. A produção no segundo trimestre caiu em uma taxa anualizada de 11,6%, contração mais moderada que a de 19,1% exibida no primeiro trimestre.

A recessão amorteceu a alta dos preços, mas as preocupações de uma deflação, aos moldes do caso japonês, diminuíram. Os preços ao consumidor norte-americano subiram 0,7% em junho, em ritmo pouco mais forte que o esperado, mas a maior parte do avanço deve-se ao aumento da gasolina e o núcleo da inflação permaneceu relativamente estável.

O Departamento de Trabalho informou que o avanço no índice de preços ao consumidor foi o maior desde julho de 2008. Analistas de Wall Street consultados pela agência inglesa de notícias Reuters previam aumento de 0,6%, ante alta de 0,1% em maio. Os preços da gasolina saltaram 17,3% no mês passado, maior avanço desde setembro de 2005.  Frente ao mesmo período do ano passado, os preços ao consumidor caíram 1,4%, maior declínio desde janeiro de 1950. Os preços da gasolina recuaram 34,6% nesse tipo de comparação.

Excluindo os preços de energia e alimentos, a inflação ao consumidor foi de 0,2% em junho, pouco acima da previsão de 0,1%. Ante um ano atrás, o núcleo subiu 1,7%, menor avanço desde janeiro.

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