Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Produção industrial da China cresce e faz inflação voltar

A produção industrial chinesa cresceu em novembro para o ritmo mais rápido desde junho de 2007, ressaltando a firme recuperação da economia e acompanhando a volta da inflação ao consumidor e o crescimento das importações. (Leia Mais)

Sexta, 11 de Dezembro de 2009 às 11:36, por: CdB

A produção industrial chinesa cresceu em novembro para o ritmo mais rápido desde junho de 2007, ressaltando a firme recuperação da economia e acompanhando a volta da inflação ao consumidor e o crescimento das importações.

As exportações, no entanto, continuaram a cair em relação ao mesmo período do ano anterior, contrariando previsões de alta e alimentando expectativas de economistas de que o banco central não deve apertar a política monetária de forma significativa nos próximos meses.

No geral, os resultados confirmam a forte contribuição chinesa à recuperação econômica global e a crescente perspectiva ao redor do mundo de que a alta dos preços, especialmente de alimentos, possa ser o próximo grande desafio dos formuladores de política econômica.

O índice da bolsa de valores de Hong Kong liderou um rali na região, fechando em alta de 0,9%, com bancos e empresas imobiliárias entre as ações que mais se valorizaram. A boa performance também impulsionou os preços do petróleo.

– Esse é um forte conjunto de números. Mas nós não esperamos uma mudança de política durante o primeiro trimestre do ano que vem –, disse Lin Songli, analista da Guosen Securities, em Pequim.

A produção industrial da China cresceu 19,2% em relação ao ano anterior, superando as expectativas de aumento de 18% e também a taxa de 16,1% vista em outubro.

Os preços ao consumidor também subiram em novembro em relação ao ano anterior, após nove meses seguidos de declínio. O aumento de 0,6% superou as expectativas de aumento de 0,4%.

Alguns dos principais beneficiados pelo contínuo fortalecimento da terceira maior economia do mundo são os países que exportam matérias-primas e componentes para a China alimentar a expansão dos investimentos.

As importações chinesas cresceram 26,7% em novembro comparado ao ano anterior, encerrando a série de 12 meses de baixa e superando as expectativas de aumento de 20%.

As importações de minério de ferro cresceram 57% em relação ao ano anterior e 12% ante outubro.

A principal questão para muitos investidores é se essa demanda será sustentável ou se vai desacelerar quando o governo começar a retirar as medidas de estímulo.

O aumento nos preços dos alimentos é de particular interesse, uma vez que pode impulsionar as expectativas de inflação. Esses custos subiram 3,2% em novembro em relação ao ano anterior, comparado a queda de 0,7% dos preços de outros produtos.

O investimento em ativos fixos em áreas urbanas cresceu 32,1% nos primeiros 11 meses em relação ao ano anterior, abaixo dos 33,1 % de janeiro a outubro, indicando que o número do mês deve ter caído. A agência não fornece números mensais para esse indicador.

– A atividade econômica conduzida por políticas (expansão monetária e investimento fixo) não está crescendo de forma tão agressiva como no primeiro semestre de 2009, mas a atividade industrial está mostrando continuidade da aceleração saudável –, avaliaram os analistas do Morgan Stanley Denise Yam e Qing Wang em relatório.

Essa é a razão pela qual a maioria dos economistas vê boas razões para a recuperação na China ser sustentável mesmo se Pequim começar a retirar alguns estímulos à economia.

As exportações caíram 1,2% em novembro em relação ao mesmo período do ano passado.

Reação das bolsas

Os bons ventos da economia chinesa animaram os investidores na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta sexta-feira, em linha com os demais centros de negócio em torno do planeta. No Brasil, analistas de mercado apontam para um crescimento exponencial na Bovespa, que tende a atingir o preço de 70 mil pontos, atingido em junho de 2008. A moeda norte-americana era vendida, no início desta tarde por R$ 1,76.

O Índice Bovespa (Ibovespa), principal termômetro dos negócios da capital paulista, valorizava 0,87%, aos 69.329 pontos, um recorde para este ano, com giro financeiro de R$ 2,24 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York subia 0,441%. Na Europa, a Bolsa de Londres crescia 0,692%.

O dólar comercial, às 13h19, era negociado a R$ 1,761, em baixa de 0,28%, enquanto a taxa de risco-país marcava 196 pontos, cotação 3,44% abaixo da pontuação anterior.

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