A produção industrial cresceu em oito das 14 regiões brasileiras pesquisadas pelo IBGE em fevereiro na comparação com igual mês de 2003. Pará teve a maior taxa de crescimento, de 16,2%. São Paulo teve expansão do setor industrial de 2,6%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.
Entre as regiões que mostraram retração da produção, destaca-se o Ceará, com queda de 7,3%. No Rio de Janeiro, a produção caiu 2,7%. Esta é a primeira vez que o IBGE divulga os resultados regionais sob uma nova metodologia. A nova sondagem abrange 14 locais, contra 12 na anterior.
O Paraná, com a terceira maior taxa regional (5,1%) no bimestre, teve seu resultado impulsionado pelo aumento nas atividades de produção de alimentos, edição e gráfica e veículos automotores.
Em São Paulo, a indústria de veículos automotores foi a principal responsável pelo resultado global de 4,8%. Na Bahia (4,5%) os principais destaques foram as atividades de refino e álcool, metalurgia básica e veículos automotores. Em Goiás, a alta de 4,1% foi impulsionada pela produção de alimentos e bebidas. No Rio Grande do Sul, a taxa do bimestre ficou em 1,1% e no Espírito Santo em 0,8%. A média nacional desse indicador foi de 2,7%.
Entre os seis locais com queda de produção no primeiro bimestre do ano destacam-se Pernambuco (-10,4%), Ceará (-5,6%) e Nordeste (-4,2%). Na indústria pernambucana, a principal pressão negativa vem da química, enquanto no Ceará vem das atividades de refino de petróleo, têxtil e vestuário.