A produção industrial brasileira teve retração em janeiro na comparação com dezembro, após uma sequência de três resultados positivos, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. A produção caiu 1,3% sobre dezembro e cresceu 3,2% frente a janeiro de 2005. Em dezembro, a indústria brasileira havia crescido 2,4% em relação ao mês anterior. Diante do fraco resultado do terceiro trimestre em razão do processo de ajuste de estoques ainda existiam dúvidas sobre a continuidade da expansão da indústria.
Com o resultado negativo de janeiro, a taxa acumulada em 12 meses continua em desaceleração e passou de alta de 3,1% até dezembro para 2,9% até janeiro. As expectativas de analistas para o crescimento do setor apontam para um crescimento da ordem de 4,19% no ano segundo o último Relatório de Mercado, organizado pelo Banco Central junto a instituições financeiras. Em 2004, a indústria cresceu 8,3% e em 2005, a expansão ficou em 3,1%.
O resultado do IBGE contraria dado do nível de atividade da indústria paulista, divulgado nesta semana, que apontou crescimento de 1,5% para a produção.
Em queda
Entre as categorias de uso, houve queda com bens de consumo duráveis (móveis, eletrodomésticos e veículos), de 5,7%. Segundo o IBGE, o recuo ocorreu após um aumento de 17,7% no mês anterior. A produção de bens de capital (máquinas e equipamentos) teve queda de 3,6%, e a de bens de consumo semiduráveis e não-duráveis (roupas e alimentos) recuou 1,8%. Por outro lado, os bens intermerdiários (insumos industriais) tiveram uma produção 0,4% maior.
Por atividade, a queda de 1,3% entre dezembro e janeiro atingiu 12 dos 23 ramos pesquisados pelo IBGE. As quedas mais significativas foram de veículos automotores (-7,6%), farmacêutica (-10,2%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-6,1%). Por outro lado, houve crescimento representativo na indústria extrativa (1,6%), bebidas (2,9%) e vestuário (4,9%).