Rio de Janeiro, 14 de Maio de 2026

Produção industrial brasileira cresce 1,6%

A produção industrial brasileira cresceu 1,6% em junho ante maio e 6,3% contra igual período do ano passado, marcando o 22o mês seguido de expansão na comparação anual, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. No primeiro semestre deste ano, o crescimento registrado foi de 5%. (Leia Mais)

Sexta, 05 de Agosto de 2005 às 08:20, por: CdB

A produção industrial brasileira cresceu 1,6%  em junho ante maio e 6,3% contra igual período do ano passado, marcando o 22o mês seguido de expansão na comparação anual, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. No primeiro semestre deste ano, o crescimento registrado foi de 5%.

Analistas ouvidos previam em média uma alta de 1,2% mês a mês, com os prognósticos variando de 0,5% a 1,6%. No primeiro semestre, a produção industrial acumula alta de 5% e nos últimos 12 meses, de 6,7%. 

No primeiro semestre deste ano, 23 atividades apontaram aumento na produção. A fabricação de veículos automotores (12,2%) manteve a liderança em termos de impacto sobre o índice geral, cabendo ao item automóveis o maior destaque. Outros impactos positivos relevantes sobre o resultado global da indústria vieram de material eletrônico e equipamentos de comunicações (21,4%), sobretudo em função da expansão na produção de telefones celulares, e do setor extrativo (10,4%), devido ao aumento na produção de minérios de ferro e de petróleo.

Em sentido oposto, entre as quatro atividades com queda, a de maior pressão sobre a taxa global continua sendo metalurgia básica (-2,2%). No segundo trimestre de 2005, a atividade industrial manteve taxa de crescimento de 6,1%, ritmo superior ao assinalado no primeiro trimestre (3,8%), ambas as comparações contra igual período do ano anterior. Essa aceleração foi observada em todas as categorias de uso.

Os resultados confirmaram a liderança do setor de bens de consumo duráveis, que avançou 11,9% no primeiro trimestre do ano e acelerou a expansão para 21,0% no trimestre seguinte. Bens de capital passou de um acréscimo de 2,5% no primeiro trimestre para 5,1% no segundo, e bens de consumo semiduráveis e não duráveis de 5,4% para 7,9%. Bens intermediários, cujo acréscimo foi mais moderado, passou de 1,5% para 3,1%, no mesmo período.

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