A produção da indústria brasileira teve discreta alta de 0,2% em junho sobre maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta segunda-feira. Analistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters esperavam, pela mediana das estimativas, crescimento de 0,35%. Na comparação com igual mês do ano passado, a produção caiu 10,9%. No primeiro semestre, a atividade acumulou queda de 13,4%, pior desempenho desde o início da série do IBGE, em 1975.
Crédito
Ainda nesta segunda-feira, o Bradesco informou que encerrou no segundo trimestre com lucro líquido de R$ 2,297 bilhões, um crescimento de 14,7% em relação ao apurado em igual período de 2008. Mas a carteira de crédito do segundo maior banco privado brasileiro ficou em R$ 212,8 bilhões. Embora isto signifique um avanço de 18,2% ante o montante do final do primeiro semestre do ano passado, ficou ligeiramente abaixo dos R$ 213 bilhões de março.
No balanço, o banco explicou que o principal motivo do fraco desempenho do crédito no período foi a desvalorização do dólar, que impactou negativamente os empréstimos indexados à moeda norte-americana, que representavam 16,1% do total. Além disso, o banco elevou mais uma vez a provisão contra perdas esperadas com créditos no trimestre passado para R$ 13,871 bilhões, 60,3% maior do que a do segundo trimestre de 2008.
"O aumento da provisão reflete os efeitos da crise financeira mundial que implicou numa desaceleração econômica no país, afetando temporariamente a capacidade das empresas e dos indivíduos de cumprirem com seus compromissos financeiros", diz trecho do relatório do banco.
Em junho, o nível médio de inadimplência da carteira ficou em 4,6%, acima dos 4,2% de março e dos 3,4% do final do primeiro semestre de 2008. A pressão provocada pelo aumento das provisões contra perdas foi contrabalançada pela alienação de ações que o banco tinha na empresa de cartões Visanet, o que produziu uma receita não operacional extra de R$ 2 bilhões.
O Bradesco prevê uma redução no ritmo de crescimento da inadimplência das pessoas físicas, mas avalia que as micro, pequenas e médias empresas ainda merecem atenção. O banco prevê uma recuperação mais consistente da crise prevista na segunda metade do ano, mas não em nível suficiente para manter as previsões anteriores para o crédito. Por isso, o Bradesco reduziu a expectativa de expansão do financiamento da faixa de 13% a 17% para a de 8% a 12%. Entre abril e junho, as receitas de prestação de serviços do banco totalizaram R$ 2,91 bilhões, uma evolução de 9,6% em relação ao mesmo trimestre do ano passado.