Nos primeiros seis meses deste ano, a produção industrial brasileira cresceu 5% em relação ao primeiro semestre de 2004. A expansão atingiu todos os 23 setores analisados pela Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE ), divulgada nesta sexta-feira.
A fabricação de veículos automotores (12,2%) manteve a liderança. Cresceu 21,4% produção de material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações, tendo como maior influência os telefones celulares e os eletrodomésticos.
O coordenador de indústria do IBGE, Sílvio Salles, disse que os resultados foram "positivamente surpreendentes e espalhados por diversos setores", o que confirma a retomada do setor depois de uma certa estagnação da produção no final do ano passado e início deste ano, quando a indústria registrou crescimento de 1,1% em dezembro de 2004, e taxas negativas de 0,4% em janeiro e -1,4% em fevereiro deste ano.
- É um balanço muito influenciado pelo desempenho de bens de consumo duráveis, que é um setor que tanto se favorece das exportações quanto da ampliação do crédito pessoal - explicou Salles.
- Além de puxar essa reação da produção industrial, este setor tem um encadeamento importante para outros setores, principalmente de autopeças. Volto a afirmar que ele é o grande destaque por força das exportações e da ampliação do crédito pessoal - acredita o economista.
O setor de bens semiduráveis e não duráveis (alimentos, bebidas, calçados, vestuário e medicamentos) foi, segundo Salles, o único a se manter fraco no primeiro semestre do ano. Na passagem do primeiro trimestre para o segundo trimestre houve uma redução de 0,9%.
- Este setor é intrinsecamente dependente da evolução do mercado interno e não é sensível à expansão do crédito - justificou.