Produção de aço do Brasil fecha terceiro trimestre em queda anual de 1,6%
A produção brasileira de aço bruto caiu 1,6% no terceiro trimestre sobre o mesmo período do ano passado, pressionada por recuo de dois dígitos no volume produzido de aços longos, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo setor.
Em setembro, apenas, a produção de aço bruto do Brasil caiu 3,8%
A produção brasileira de aço bruto caiu 1,6% no terceiro trimestre sobre o mesmo período do ano passado, pressionada por recuo de dois dígitos no volume produzido de aços longos, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo setor.
Segundo o Instituto Aço Brasil (IABr), o Brasil produziu 8,736 milhões de toneladas de aço bruto de julho a setembro ante 8,877 milhões no mesmo período de 2013. Na comparação com o fraco segundo trimestre, houve crescimento de 4,2%.
A produção de aços longos, usados em setores como construção civil e que vinham recebendo impulso de obras de infraestrutura e moradia, teve recuo de 10,3% no terceiro trimestre sobre um ano antes, a 2,636 milhões de toneladas.
Já a produção de planos recuou 4 por cento no mesmo período, para 3,601 milhões de toneladas, pressionada pela fraqueza de setores como veículos e máquinas e equipamentos.
Os dados corroboram expectativas de analistas de que as siderúrgicas de capital aberto --Usiminas, CSN e Gerdau-- devem divulgar resultados fracos de terceiro trimestre a partir deste mês.
Segundo dados do IABr, o consumo aparente de produtos siderúrgicos, que considera produção mais importações menos exportações, recuou cerca de 11% no terceiro trimestre sobre um ano antes.
Às 11h23, as ações de Usiminas recuavam 1,5%, CSN tinha perda de 1,9% e Gerdau caía 1,4 por cento, com o Ibovespa recuando 2%.
Em setembro, apenas, a produção de aço bruto do Brasil caiu 3,8% sobre um ano antes, para 2,861 milhões de toneladas. Os laminados planos ficaram estáveis em 1,232 milhão de toneladas e os longos recuaram 5,7%.
As vendas de aço no mercado interno, enquanto isso, foram de 1,774 milhão de toneladas em setembro, recuo de 10,7% na comparação anual. Já no mercado externo houve salto de cerca de 83% no mês passado, para 1,157 milhão de toneladas.
A indústria registrou importações praticamente estáveis em setembro sobre um ano antes, passando de 364 mil toneladas para 375,9 mil.
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